Veja meus artigos destacados:

11 de dezembro de 2009


No final do ano passado, eu fiz um artigo comentando o que eu acreditava ser o futuro do desktop. Neste texto eu comentei sobre a possibilidade de um ambiente tridimensional para navegação (assim como em um jogo virtual). Chega de interface plana. Seria algo mais vivo e, possivelmente, intuitivo. Não foi um “momento Mãe Dináh” nem muito menos uma analise ultra fundamentada como o de Jean-Paul Jacob, eu apenas fiz algumas observações pertinentes de alguns itens.

Um dia desses vejo a seguinte notícia: Em 2014, haverá 40 milhões de telas 3D no mercado. O desenvolvimento desta tecnologia já está bem avançado (bem mais do que imaginava). Como bem comentado na notícia, filmes e jogos já estão sendo produzidos focados na aplicação deste tipo de projeção. Como a aceitação deste tipo de tecnologia parece ser natural, o crescimento no setor pode ser bem significante.

Alguns estão muito otimistas, como é o caso de Yannis Mallat, chefe da Ubisoft Montreal. Ele disse para o Financial Post: “3D é para as imagens o que o Dolby Stereo foi para o som... ninguém quer voltar para o mono”. Se isso realmente se concretizar como uma mudança de paradigma de mercado, teremos reflexo na área da informática.

Com a adoção do formato nos monitores de computadores e notebooks, seria simplesmente ridículo ter uma área de trabalho com representação em duas dimensões apenas. Seria como ir em um jardim zoológico e ficar vendo os animais através de retratos. O usuário vai querer ter uma melhor sensação de imersão. Isso vem confirmar minha postagem passada.
Claro que seria bem mais interessante se fosse implementado o sistema de holografia... Não! Não estou falando sobre aquele efeito “Chapolin” do Fantástico. Uma holografia real. De preferência, como aquele protótipo japonês de holografia tocável.

Independente da forma de implementação, a adoção da técnica 3D nas aplicações comuns de entretenimento parece que realmente chegou para ficar. Com isso o setor de tecnologia vai aquecer. Novos equipamentos deverão ser produzidos para suprir a demanda. Novas experiências de interação. O futuro pode não ter carros voadores mas... quem liga pra isso?

10 de dezembro de 2009


Depois de praticamente um mês sem atualizar o blog, aqui estou novamente. Não adianta: as aulas na reta final do ano são muito cansativas e estressantes. O cérebro responde com um lag inacreditável. Portanto, resolvi dar uma pausa com as postagens.

Agora, de forma devagar, pretendo voltar com os textos. A minha mente já está começando a raciocinar mais racionalmente. Em breve voltarei ao estado normal.

Para maiores informações sobre atualizações, assine o feed do blog.

12 de novembro de 2009


Eu sempre gostei de assistir vídeos conceituais no Youtube. Eu já postei alguns deles aqui no blog. Celulares, computadores, TVs e toda espécie de equipamento tecnológico (ou não) com um novo design: diferente, criativo e, em alguns casos, mais eficiente. O bom de ser apenas um conceito é que você pode soltar a imaginação, sem preocupação de respeitar algumas regras fundamentais de produção.

O vídeo abaixo eu vi recentemente no blog do Tiago Dória. Trata de um protótipo chamado PhoneBook. Trata-se exatamente de um teste de como seria uma junção de um iPhone com um livro. Achei no mínimo interessante. Veja:



Eu gostei do começo do vídeo pois prometia uma certa interação entre o livro e o iPhone (quando o nariz de um dos personagens se mexia na tela do smartphone) porém no restante do clip não existe mais. O livro passa ser apenas uma página vazada. Não haveria a menor necessidade do livro. Não adianta! Os saudosistas que gostam de contato com a folha dos livros não se saciarão com este gadget.

PS: Impressão minha ou realmente o pai se empolgou mais com o PhoneBook do que o filho? risos

5 de novembro de 2009


Neste final de semana está acontecendo a TEDIndia, versão indiana da famosa conferência TED. Existe um fator que chama a atenção para esta edição: transmissão ao vivo e gratuita do evento! As palestras de hoje (05/11/09) e as de sábado (07/11/09) estão disponíveis para serem vistas no mundo inteiro. O único requisito é ter um relativo conhecimento de inglês. Se não for o seu caso, conheça o projeto de tradução para o português.

Uma das palestras de hoje de manhã que me chamou a atenção foi a do Pranav Mistry. Vou ser sincero, já assisti muitas palestras do TED Talks mas esta foi uma das poucas que a platéia aplaudiu de pé e com muito entusiasmo! A reação no chat do site e no Twitter também foi notória. Para fazer este post, tentei acessar o site do Pranav, mas já estava fora do ar. Só consegui informações no próprio site do TED.

Estudante PhD em interfaces fluidas pelo MIT, ele é um dos responsáveis pelo projeto de tecnologia que é denominado de sexto sentido. Basicamente, o projeto se trata de um mini-projetor acoplado a uma câmera e um celular que fica pendurado em um colar. Com isso, ele consegue gerar uma interface computacional sobre qualquer superfície e interagir diretamente com as mãos.

Não entendeu? Veja este vídeo abaixo. Não é a apresentação de hoje. Esta foi a apresentação de Pattie Maes durante a TED de fevereiro. A partir do minuto 2:31 é exibido alguns vídeos demonstrativos da tecnologia realizadas pelo próprio Pranav Mistry. Nesta hora, o conhecimento de inglês não é necessário. A demonstração faz-se entender por si só. Repare que no final do vídeo a platéia deu o devido reconhecimento para ele!



Muito interessante! Não duvido nada que ainda ouviremos o nome deste estudante muitas vezes.

3 de novembro de 2009


Conquistar um emprego desejado não é uma tarefa fácil. As estatísticas sobre o desemprego estão sempre ganhando espaço nos jornais para provar esta tese. O que para alguns pode ser visto como fator desanimador, para outros (otimistas, claro) acaba sendo um alerta para buscar novas táticas. Em um ambiente de competição, vence aquele que acaba sendo mais determinado, esforçado e criativo. A internet, por ser um canal livre e democrático, tem ajudado muitas pessoas a atingir este objetivo.

MySpace, Youtube, Blogs e tantos outros serviços oferecem um belo espaço para a divulgação. Seja um cantor de MPB do interior da Bahia ou o construtor de moinho de ventos no interior da África, todos têm seu espaço. Basta criatividade e qualidade.

Porém existem pessoas que não se interessam por nada disso. Acreditam que a melhor maneira de conseguir o desejado emprego é com a brasileiríssima “mãozinha”: o famoso QI – Quem Indica (sim, este é o assunto do texto). Seja parente, amigo, vizinho ou o sujeito que está te devendo um dinheiro, este pode ser um elemento fundamental para superar a fase do RH. Ter um conhecido com bigode... quero dizer, na política, por exemplo, é muito mais efetivo do que um “teste de sofá”.

Partindo disso, eis um caso que consegue mesclar os pontos de vista: conseguir o emprego desejado de uma forma diferente (no mínimo) e com o poder do QI. Quando vi sobre esse site no programa The Cobert Report, eu pensei que fosse brincadeira. Mas é verdade.

O site em questão é o Hollywood Is Calling. A idéia é simples: mediante pagamento de 20 dólares, você pode pedir para que uma “celebridade” do cinema, música ou esporte telefone ou grave um vídeo para você. Seja de aniversário, dia das mães, dia dos namorados (seja lá como isso possa ser interessante...), motivacional e, até existe casos, de uma indicação a um cargo (aqui o valor sobe para 300 dólares). Sim! Nada de currículo. Apresente um vídeo do Youtube com um “famoso” te aprovando.

Perceba que eu coloquei as duas palavras entre aspas. Na página principal, existe a lista das personalidades disponíveis. Nomes com Lou Ferrigno (que fez a antiga série Hulk), Rick Searfoss (astronauta), Lorenzo Lamas (vários filmes sessão da tarde) e tantos outros que você provavelmente não se lembra estão à disposição.

Eu sinceramente fiquei curioso para saber da reação do entrevistador ao receber um vídeo assim. Se pelo menos fosse um vídeo cômico, com direito a um “esse eu agaratiô!”. Mas não. Vídeos sérios. Isso é muito baixo nível.

Alias, o próprio Stephen Colbert fez um vídeo de indicação para ridicularizar o fato. Ficou ótimo. Você pode assistir aqui. (em inglês)

22 de outubro de 2009


Quem me acompanha no Twitter sabe o quanto eu gosto do seriado Family Guy (Uma Família da Pesada). Aparentemente o pessoal que trabalha no FX tem a mesma opinião (e eu que achava que o SBT exagerava com o Chaves), afinal, são uns seis episódios diários espalhados durante toda programação do canal. Uma maratona com Peter Griffin e sua família é a minha sessão de spa.

Se o humor nacional está invadido pelo “politicamente correto”, o modelo americano parece não conhecer isso. O limite entre o engraçado e o ofensivo não é claro, varia de pessoa para pessoa, sendo assim, a série gosta de arriscar e provocar. Aliado a um ambiente de trabalho sem censura, o seriado faz piada sobre o próprio canal de televisão (FOX) e, por que não, com o próprio país (nesta cena abaixo, Peter Griffin, desesperado para ir ao banheiro, não encontrou papel higiênico).


Mas a razão desta postagem é outra. Recentemente saiu a notícia de que a Microsoft financiou a produção de um episódio especial de Family Guy para apresentar ao mundo seu novo produto: o Windows 7. Com o nome de Family Guy Presents: Seth & Alex’s Almost Live Comedy Show, que irá ao ar no dia 08 de novembro, espera-se que o programa mostre algumas das novas utilidades disponíveis em seu novo Sistema Operacional. A notícia foi recebida por mim com surpresa e expectativa. Afinal, será que eles farão piada com a própria Microsoft? Bom, esta foi a primeira impressão. Pelo menos, até ver o vídeo promocional disponibilizado no Youtube:



Tirando o fato da dublagem do cachorro Brian estar fraca (quem já viu a cena original percebe a diferença), ficou claro que os personagens foram colocados em uma situação totalmente fora do natural. Não sei se é só uma impressão minha, mas a personalidade do Brian é mais compatível a de um usuário Linux. Essas frases em sua boca apenas o descaracterizam, não gera reconhecimento por parte do público.

A opinião não é só minha. Se você for olhar nos comentários do Twitter e no próprio Youtube você consegue sentir isso. A imagem da Microsoft não é das melhores para o grande público, e colocar uma personalidade, seja esta qual for, em uma situação nada natural não vai ajudá-los.

Eu digo tudo isso pois não é a primeira vez que a Microsoft comete o mesmo erro. Recentemente a empresa fez um investimento milionário em uma campanha publicitária com o humorista Jerry Seinfeld (que ficou mundialmente conhecido pelo seriado Seinfeld). Os vídeos divulgados não agradaram ao público. O Computer World chegou a divulgar a crítica: “um dos piores e mais fracos comerciais da história”. Tudo por quê? Não tinha nada relacionado com as obras do humorista.

Não adianta! A Microsoft vendendo uma imagem que não reflete o que ela realmente é vai gerar resultados tão ruins quando sua outra campanha: Internet Explorer 8 (com uma cena escatológica que mais parece um episódio de South Park). Resultado: vídeo tirado do ar.

Claro que não posso dizer que a campanha do próximo mês será um fracasso. A única informação disponível até agora foi este vídeo promocional. A questão é que este já mostrou falhas que, se repetirem durante todo o programa, serão cruciais para colocar mais um exemplar mal sucedido no currículo da empresa de Bill Gates.

Como fã de Family Guy, eu ainda confio que Seth MacFarlane (criador e dublador da série) não irá me decepcionar. Se a essência da série for mantida, poderemos ter um ótimo programa. Pela descrição que dei acima, o que gostaria de ver no especial? Piadas sobre a própria Microsoft! Sim, tem como satirizar a empresa e, ao mesmo tempo, fazer propaganda dela! Não é comum, mas é possível.

Brincar com o fracasso do Windows Vista e com o inconveniente Clipe de ajuda do Microsoft Word, seriam naturais para Family Guy. E não atrapalharia de forma alguma a proposta da Microsoft. Mostraria apenas que eles corrigiram seus erros do passado. O Zune, tocador de MP3 concorrente do iPod, que já foi bastante ridicularizado no passado. Agora, em sua última versão, está recebendo vários elogios. Logo, qual o problema de se brincar com o passado? Family Guy já fez isso:



Aos moldes do estilo de humor Roast, esta campanha teria tudo para ser um sucesso. Nada como saber rir de si próprio. Seria a uma boa estratégia da Microsoft para diminuir a sua imagem de “evil”. Tudo dependerá da execução. Eu estou ansioso pelo resultado. E você?

8 de outubro de 2009


Você está em uma roda de amigos, todos conversando ao mesmo tempo. Sem dar uma de Kanye West, como atrair a atenção deles para você? Falando alto? Sim, funciona também. Mas falar bem baixinho é mais interessante (e menos invasivo). Cochichar ao pé do ouvido gera a curiosidade. Seja em grande ou baixa escala, este sentimento é excitado. Alguns exageram. São neuróticos e sempre acham que o assunto é sobre eles. Outros se sentem fora da “rodinha da informação”. Não se importam: eles têm descobrir o assunto (principalmente se o assunto principal for o próprio).

Na internet, não poderia ser diferente. A curiosidade ganha novas proporções. Primeiramente porque o ambiente passa a idéia de que ninguém está te vigiando (Sim! Passa a impressão... o Sr. Google vê tudo!). Segundo, pela mudança de mentalidade dos novos internautas. A nova pratica não é se esconder por trás de apelidos e avatares, como era comum a alguns anos atrás, mas mostrar quem você realmente é (seja com assuntos externos ou pessoais). Algumas pessoas vão até muito longe com os dados íntimos. Diante esta exposição 2.0, os curiosos fazem a festa.

Atualmente, o Orkut e o Twitter podem ser encarados como verdadeiros Big Brothers online. Sem censura. Sem armação. Vinte e quatro horas por dia com toda a desinformação a quem possa interessar.


A nova onda agora é o Google Wave. O novo projeto que pretende juntar e-mail e redes sociais em um único ambiente. O período de testes começou a pouco tempo. Estão liberadas contas apenas via convite (sendo estes ainda bem escassos). O quadro que temos atualmente é: as pessoas não querem saber que o projeto está recebendo algumas críticas negativas ou que Robert Scoble definiu a ferramenta como improdutiva (tem tudo a ver com meu artigo anterior). Não importa! Por ser um serviço exclusivo, todos fazem questão de testar!

Ou melhor, não é simplesmente testar: o que as pessoas querem é fazer parte. Em uma mídia em que quase tudo é livre, colocar uma limitação para poucos “felizardos” remete a ilustração da rodinha de conversa. No final das contas, o que realmente importa é mostrar a língua e cantarolar: “eu tenho! Você não tem”.

Esta jogada do Google não é original. No lançamento do Gmail, foi utilizada a mesma estratégia. O fato da criação de um serviço de e-mail com um espaço de armazenamento muito maior do que os principais concorrentes da época era apenas um detalhe. Conheci muita gente só faltava fazer um crachá para celebrar a conquista de uma conta.
Alias, o pior não foi isso. Muitos usuários vendiam seus convites em sites como o Ebay. Com preços que ultrapassavam o bom senso. Fato este que se repete. No exato momento que escrevo este texto, vários usuários estão comercializando seus convites do Google Wave no mesmo site. Com preços que chegam a $35,00 (na semana passada, os valores atingiram na casa dos três dígitos). Você consegue alguma explicação para isso que não seja o fator curiosidade? Eu não.

Claro que não estou aqui para dizer que toda curiosidade é maléfica. O ser humano evoluiu na ciência, filosofia e tecnologia graças às mentes inquietas de grandes pensadores. Sou grato a estes homens. Mas existe uma diferença entre usar este “fator de inspiração” para casos produtivos e, do outro lado, ir de encontro a uma caixa gritando: É um, papapá! É um, papapá! É um, papapá!

4 de outubro de 2009

Recentemente, estava lendo o texto Como administrar seu tempo para blogar melhor, do Marcos Lemos. O artigo fala sobre a necessidade de separar um tempo exclusivo para cada atividade de seu interesse, tentando se livrar de todo o tipo de distração. Isso tende a gerar melhor qualidade de absorção de informação, gerenciamento de idéias e, conseqüentemente, melhores postagens. O controle do tempo, segundo ele, deve se expandir para todas as áreas, não apenas para o blog.

O engraçado é que, após começar a ler o seu texto, passei a perceber a quantidade de fontes de distração que estavam diante de mim: Twhirl, Justin.tv, MSN, WMP e mais umas três janelas que não estavam mais sendo utilizadas. Realmente, em alguns momentos tantas fontes acabam mais por atrapalhar do que ajudar.


A questão é que o ambiente do computador, em especial o da Internet, tende a fazer com que o usuário tenha atitude multitarefa. A própria criação das abas nos navegadores, foi totalmente influenciado por este cenário. Porém o nosso processador humano ainda tem um núcleo só. Por mais que consigamos ler um texto e ouvir música ao mesmo tempo, não é possível tirar 100% do proveito das duas atividades.

Na faculdade eu estudo uma matéria chamada hipermídia. Esta é uma tendência mundial na área da tecnologia, principalmente na internet. De uma forma simples, trata-se da junção de vários tipos de mídias em uma única interface. Por exemplo: imagine uma página de um site de notícias com um texto sobre o lançamento de um novo carro da Ford. Juntamente com o texto, existe um mini slide-show com fotos, uma pequena janela com vídeos demonstrativos, uma opção de avaliação em formato de podcast e, por fim, uma enquete ao leitor. Tudo isso em uma única página. Esta é a idéia por trás da hipermídia. Varias formas de informação são enviadas ao leitor. Sem uma ordem pré-determinada de visualização. Cabe ao leitor fazer sua escola.

Do ponto de vista de riqueza dos dados, a idéia é ótima. Afinal, o que importa, teoricamente, é a informação. Porém, esta compilação de diferentes formas de se navegar pode ser prejudicial do ponto de vista da usabilidade e produtividade.

Karine Drumond, em seu texto Produtividade, nós usuários e as ferramentas, diz: “Acredito que seja papel nosso, os que trabalham com tecnologia, de alguma forma, encontrar meios de equilibrar e conciliar estas questões: O que significa, mesmo, suportar multitarefa? Será que significa oferecer o máximo de opções para o usuário? Será que dessa forma estamos mesmo contribuindo para a produtividade, engajamento, satisfação ou estamos contribuindo para o cansaço, o stress, fadiga e esta insistente ansiedade dos nossos dias, que não parece acabar nunca?”

Esta é uma preocupação que tenho tido recentemente. Já que não tenho condições de separar um tempo adequado para todas as leituras que me interesso, tenho procurado ler, analisar e catalogar com mais atenção e cuidado os textos que consigo ler. Isso tem me ajudado bastante. A leitura de tantos artigos e em tão pouco tempo não estava dando um resultado positivo. No final do processo, por mais informações que meus sentidos captassem, eu não lembrava muita coisa.


Com respaldo cientifico, cito o quadro do Fantástico: Neuro Lógica, da neurocientista Suzana Herculano-Houzel (você pode assistir um episódio no próprio blog da Suzana). Um dos segredos para se melhorar a eficiência da memória é fazer as atividades diárias com atenção. Para meu pai, esquecer onde colocou as chaves é normal. Fazer as atividades com o piloto automático ligado é o responsável por este resultado.

O mesmo resultado vale para o tempo reservado para a leitura na internet. O auto-controle exige treino e dedicação. Mas vale a pena. Pelo menos até inventarem uma forma de absorver conhecimento inconscientemente...

25 de setembro de 2009


Gostaria de fazer um jabá espontâneo sobre um site bem interessante: o Trocando Livros. O “spoiler” no nome do projeto já diz tudo. Você entra no site, faz o cadastro e registra os livros que você queira compartilhar. Se alguém se interessar por algum exemplar seu, você envia pelo correio o livro ao destinatário. Com isso, você ganha um vale-livro. Com ele, você pode solicitar um livro disponível no site. É só escolher e esperar receber. Seu único gasto é em enviar o livro ao interessado (o custo é de R$ 4,90), nada mais.

Nesta semana eu realizei minha primeira transferência completa. Já está em minhas mãos o belo livro: O Livreiro de Cabul. Chegou bem rápido.

Quando mais pessoas apoiarem esta idéia, teremos uma maior variedade de opções. Faça uma vista e conheça! Trocando Livros.

19 de setembro de 2009


Nesta última sexta-feira, foi instalado em minha casa o novo serviço de TV por assinatura da Empresa Oi. Por uma falta de opiniões sobre o produto na internet (já que o serviço é relativamente novo), resolvi fazer este pequeno guia. Vale ressaltar que não possuo nenhuma ligação com a empresa citada. Este texto é de caráter informativo ao público geral. Serei totalmente imparcial sobre o assunto.

Dividirei a análise nos seguintes itens:

  1. Pacotes
  2. Canais
  3. Instalação
  4. Interface
  5. Controle remoto
  6. Imagem
  7. Som
  8. Interatividade
  9. Opinião final

1) Pacotes: O que chama atenção neste plano da Oi TV é o preço. Diferentemente das capitais, aqui no interior de Minas Gerais não existem muitas opções neste quesito. Sem concorrência, os preços acabam sendo bem elevados. No caso da Oi TV, o pacote básico está custando R$ 29,90. Um valor bem abaixo dos seus concorrentes. O pacote mais barato de SKY utiliza o sistema de SKY Pré-Pago. Além de ter que adquirir o equipamento (que no presente momento está custando R$ 240,00), a carga mínima custa R$ 32,90 (permitindo assistir por apenas 15 dias. A opção por 30 dias fica quase o dobro do preço da Oi TV). Outra opção que cheguei a pesquisar foi a da Embratel. O pacote mínimo também está bem acima: R$ 69,90.

2) Canais: Para quem está interessado em uma alternativa aos canais abertos, a Oi TV é uma boa oportunidade (lista de canais disponíveis). Além dos canais do pacote básico, pode-se escolher por mais opções nos outros pacotes combos. Canais de qualidade como Discovery e FX acabam sendo um diferencial do pacote básico no serviço da Oi, comparado com o das outras fornecedoras. Um ponto negativo é a falta de um bom canal de notícias (nunca fui com a cara da Record News).

Mas se você gosta dos canais da TV aberta, existe uma real possibilidade de arrependimento. Dos principais, existe apenas Rede TV, Record e TV Cultura. Este não seria um fator que eu normalmente destacaria. Mas quando descobri que a ESPN Brasil não transmite o Campeonato Brasileiro, fiquei sem nenhuma opção para assistir jogos nacionais de futebol. Se tivesse pelo menos a Bandeirantes...

3) Instalação: Aqui em casa já tivemos várias decepções quando o assunto é demora no processo de instalação (principalmente com a Velox). No caso da Oi TV foi uma grata surpresa. Eles prometeram instalação em 03 dias e o fizeram.

4) Interface: Este é um ponto com alguns acertos e outros erros. Não é tão bonita visualmente (o da DirecTV era muito melhor). Existem algumas imagens que poderiam ser desenhadas com mais capricho... mas o importante é a usabilidade. Para os novatos, eu acredito que os recursos básicos chegam a ser, de certa forma, suficientemente intuitivo. Informações sobre o programa atual e grade de programação são fáceis de serem acessadas e compreendidas. Já alguns recursos mais avançados são bem chatos. A explicação no manual para criar lista de canais favoritos não é simples e me tomou bastante tempo (principalmente por causa do controle remoto).

Outra coisa chata é no guia de programação: certos dias, existe uma lentidão no carregamento nas informações dos horários dos canais. Isso gera um atraso entre o ato de pressionar o botão e a atualização na tela. Isso tem me incomodado bastante!

5) Controle remoto: Esse é um dos itens mais fracos no serviço da Oi TV. Controle remoto universal, com seus vários botões, tem que ser muito bem planejado senão vira um caos. É necessário uma separação lógica entre funções de outros aparelhos e da TV por assinatura. Isso não acontece. O que gera uma confusão na hora de procurar certas funções.

E não para aqui: ausência da saliência no botão de número 5 (para servir de referência), botões de escolha de legenda e áudio distantes um do outro (na verdade, um está no topo e o outro na parte inferior do controle!) e até botões que não possuem nenhuma funcionalidade atrapalham não só o design como a funcionalidade do produto. Ainda existe um sistema de botões coloridos que, teoricamente, serviria para ajudar na navegação dos menus. Eu achei muito mais confuso, isso sim.

6) Imagem: Antes de tudo, vale uma dica importantíssima (que infelizmente descobrimos na prática): Se você acha que terá uma ótima imagem ao ligar o sistema à uma TV de LCD, desista! A imagem fica bem ruim (alguns canais lembram realmente o Youtube). Sendo assim, fiz um teste com uma TV de CRT comum. A imagem ficou bem melhor mas, infelizmente, não está excelente.

Não consegui obter uma real explicação sobre o motivo. Acredito que o problema seja pelo sistema adotado: IPTV (uma tecnologia de transmissão de TV pela internet). Para uma transmissão deste tipo, existe uma necessidade de uma conexão de pelo menos 4 Mbps (segundo este tópico do Wikipedia, para transmissão de material em alta definição, seriam necessários 15 Mbps). Por isso que acredito que a conexão disponível pela Oi TV não seja tão alta assim.

7) Som: Esta é uma área que não tenho muita intimidade. Não seria prudente de minha parte fazer qualquer julgamento técnico. Mas existem dois itens que gostaria de comentar: mesmo existindo opções no controle remoto para escolha de idioma para áudio e legenda, eu não consegui encontrar nenhum canal com a real implementação do recurso. Isso é horrível. Eu tenho o direito de escolher se quero ver uma série dublada ou legendada! Outra pequena crítica: é comum nos serviços de TV por assinatura incluírem canais de áudio. A Oi TV não possui nenhum. Nem canal exclusivo, nem rádio. Uma grande mancada do serviço.

8) Interatividade: por ser um serviço de IPTV, você pode pensar que possa existir alguma espécie de interatividade com algum serviço da internet, mas não existe nada. Nem um simples sistema de serviço meteorológico. O único serviço interativo existente é a guia de programação mesmo.

9) Opinião final: Se você não tem ou não quer gastar muito dinheiro em um serviço de TV por assinatura, a Oi TV oferece uma boa alternativa. Existem bons canais até no pacote básico (falta oferta de alguns gêneros mais específicos como noticiário e esportivo). Para fugir da TV aberta, eu acho que vale a pena. Existem vários problemas que mereceriam reformulações (controle remoto, diminuição dos lags, opções de legenda e melhoria na qualidade da imagem), mas a maior parte dos problemas podem ser solucionados com o tempo. E espero que os sejam!

Espero que eu possa ter ajudado a esclarecer alguns dúvidas sobre o serviço. Tendo outro questionamento, entre em contato comigo pela seção de comentários ou via e-mail.

8 de setembro de 2009

Se existe uma coisa que eu nunca gostei nos DVD são os comentários dos críticos. Ter que analisar o filme em apenas uma frase é algo bem complicado (nem todos os filmes são fáceis de serem avacalhados quanto As Duas Faces da Lei). Nem no Twitter o espaço de comentário é tão pequeno assim. Mas se isso já não fosse o suficiente, a seleção para a escolha dos comentários é pra lá de duvidosa. Claro, nenhum distribuidor com bom senso permitiria uma crítica ruim estampada na capa de seu filme, porém existem limites. Algumas apresentações são dignas de Fausto Silva.


Lembro muito bem da primeira vez que me decepcionei com um filme graças a uma destas analises. Era o futurista Equilibrium. A capa estampava o humilde dizer: “Esqueça Matrix”. Como fã da obra dos irmãos Wachowski, eu pensei: “Uau! Ou este vai ser O Filme, ou vai ser uma baita decepção”. Infelizmente, Murphy não brinca em serviço. Tal qual Neo tentando pular entre os prédios, o filme despenca em sua própria arrogância. Não precisei nem chegar à cena final (espadachim com armas não dá!) para me decepcionar. Não que o filme seja um lixo. Pode até ser válido com entretenimento descompromissado. Mas depois de uma frase dessas, não tinha como não assistir comparando os dois filmes.

Os críticos tiveram a mesma opinião (veja as notas aqui). A média do filme foi muito baixa. Com exceção de pouquíssimos analistas, como por exemplo: Roger Ebert (guardem este nome), do Chicago Sun-Times, que deu a maior nota.

Deste dia em diante, meus olhos foram programados para evitar contato com certas partes da capa (assim como faço com o Adsense). Tudo para evitar outra decepção. Mas, de vez em quando, o olho desobedece (não é Obama?) .

Semana passada eu peguei o DVD do filme Presságio, do diretor Alex Proyas, para assistir. A capa é super bem produzida (nada original mas está em bom nível para um filme do gênero). Só a foto do Nicolas Cage já é dica de se tratar de um blockbuster. Não precisava colocar no rodapé a seguinte crítica: “Um dos melhores filmes que já vi”. Elevar as expectativa nas alturas é um grande perigo. Quanto maior a pretensão, maior o tombo.


Não posso dizer que o filme é ruim. Existem algumas boas cenas (a do avião ficou sensacional. Um belo trabalho de colocar o telespectador na cena), bons efeitos especiais, um roteiro que cria uma expectativa (mesmo que este possa ser decepcionante ao final para alguns) e atuações questionáveis. No geral, como entretenimento, deu pra curtir. Nada original nem genial. Apenas um boa diversão hollywoodiana.

Porém fiquei com aquela frase na cabeça. Mesmo não tendo nenhuma formação acadêmica na área, ficou claro pra mim os vários erros do filme. Não colocaria esta frase em minha avaliação. Fui procurar saber informações sobre o autor da frase. Adivinhem de quem é? Sim, Roger Ebert! O mesmo que tinha adorado Equilibrium. Estranho não?


Aproveitei para visitar um dos sites que constam a analise de vários críticos sobre o filme. Ele foi o único a dar nota máxima! Comparando a média dada por seus companheiros, sua nota está tão fora de si quanto Vanussa cantando o hino nacional.

E não para por aí: ele colocou a seguinte mensagem: “Knowing (nome original do filme) está entre os melhores filmes de ficção cientifica que eu já vi”. Coitado, ele deve ter visto poucos filmes do gênero. Veja a diferença entre a maior e pior nota:

Eu não vou me prolongar analisando seu post original ou até sua resposta diante de sua surpresa após ver o filme ser tão mal recebido. Nem estou aqui para colocar o infeliz crítico como Judas. Suas notas foram bem estranhas mas, infelizmente, isso não é exclusivo dele. Analisando outros exemplares no site, cada filme possui uma avaliação totalmente fora do padrão. Em ambas posições na escala: dos mais generosos nas notas aos discípulos de Jay Sherman.

A questão é o que comentei no início. Uma coisa é anexar uma crítica. Dar valor ao filme. Outra, bem diferente, é criar uma expectativa acima do normal sobre o filme. A probabilidade de decepção é maior. Os Estados Unidos estão vivenciando isso neste exato momento. O democrata que chegou com a exagerada expectativa de acabar com a crise (e matar algumas moscas no caminho) está vendo sua imagem se desvalorizar como nunca aconteceu na história da política americana. É o “campo de distorção de realidade” do marketing perdendo a força.

Chega de propaganda super valorizada! O usuário final não pode ser enganado. Falsas promessas caem. Seria como vender uma camisinha com o slogan: “Mil e uma utilidades”.

4 de setembro de 2009


OK, vou direto ao tema: estou sem inspiração! Você consegue perceber a gravidade deste tipo de amnésia para um blogueiro? Em uma era de overflow de informação, por diversas mídias, ficar carente deste fundamental item de caracterização humana (penso, logo existo) chega a ser brochante. A minha impotência em expressar idéias é tão prejudicial quanto a Gisele Bündchen não poder mais mostrar sua bunda (por favor, não me enviem processos, foi frase dela: “No Brasil é assim: quem mostra a b… fica logo famosa”).

Afinal de contas, uma coisa é ler uma notícia, outra é escrever esta notícia e outra ainda opinar sobre esta. Conseguir articular as idéias e compilar a opinião sobre dado assunto é bem mais trabalhoso. São poucos os que conseguem fazer isso com maestria e simplicidade.


A internet está entre nós apenas para parir informações. Um gigante berçário de notícias. Sem preconceito de gênero: desde as mais feias, serelepes e bigodudas até as mais fofas e divertidas. Tem para todos os gostos, é só escolher. A proposta deste blog é de adotar alguns destes textos, analisar, orientar e fazer um cruzamento (no bom sentido) com outros artigos. Um dos meus problemas atuais é: devido a falta de planejamento, não consigo dar a devida atenção a todas as criações.

Já comentei sobre isso antes, o Google Reader é uma das melhores ferramentas de gerenciamento de conteúdo na internet, MAS exige controle. Fazer com que o indicador de Links não visitados atinja ao limite máximo é muito fácil. A ganância é nativa humana. Sites, blogs e podcasts interessantes não faltam. Isso sem falar em outros sites de busca de informação que tenho testado: como o Spezify, o Lazyfeed e o Fottus.

Mas o que adianta absorver toda esta informação se eu não consigo articular as idéias em um texto? Este é o meu segundo problema atual. Já foram uns três textos nesta semana que começo e não completo. Sim, estou mercadanteando feio! Estou precisando dar uma afastada do blog por um tempo.

Portanto gostaria de esclarecer aos leitores que este blog não morreu. Continuarei mantendo a média de um a dois posts por semana. Se os artigos demorarem para serem publicados é por uma boa razão. Não quero jogar qualquer para vocês lerem. Seu tempo é tão precioso quanto o meu. Quero sempre manter um bom nível de notícias com qualidade, links interessantes e comentários pertinentes ou engraçaralhos. Tentando sempre aprimorar.

Bom, é isso. Até o próximo texto!

26 de agosto de 2009

Lembro-me muito bem da primeira vez que vi uma revista tentando um recurso diferente para chamar atenção. Em Maio de 1997, chegou à minha casa a nova edição da revista Super Interessante, com a curiosa descrição: “Cheire esta revista”. Constrangimento a parte, aproximei-me da revista e pude sentir um cheiro de banana exalar da folha. Eu não consegui encontrar essa edição para colocar exatamente a descrição, mas lembro que eles utilizaram uma técnica de impressão de micro partículas com a fragrância da fruta.

Por mais simples que este recurso pareça ser, o resultado final foi, na minha opinião, bem legal. Foi um diferencial. De lá pra cá, novos recursos tem sido lançados para captar a atenção do leitor. Com novas idéias. Novas tecnologias. Ainda bem, pois, ficar na mesma estratégia do olfato, não daria muito certo.


Uma técnica que tem ganhado novas adesões é a Realidade Aumentada. Apontar a revista para a webcam e ver uma projeção tridimensional na tela do computador, além de estar cada vez mais comum, tem dado certo. Recentemente, as revistas Veja e a Trip fizeram um exemplo em baixa e alta qualidade, respectivamente.

Em Outubro do ano passado, a revista Esquire colocou na capa de sua edição a primeira tentativa de movimento em uma folha. Sob uma filosofia, digamos, AlbertoRobertica, ela destacou o seguinte dizer: “O século 21 começou agora”. O resultado você pode ver abaixo:



Tirando a publicidade gratuita que a revista ganhou, o recurso acabou não sendo bem recebido. Além de não contribuir com o conteúdo da revista, gerou apenas poluição visual. Ficou parecendo um banner em GIF bem simples. Como diria o Brϋno: isso é tão 1995.

Semana passada, surgiu a última novidade: reprodução de vídeo na revista Entertainment Weekly. Uma campanha da Pepsi sobre as novas atrações do canal americano CBS (com a apresentação do ótimo Jim Parsons). De uma olhada no resultado final:



Segundo a Wired, o anuncio é um tanto barulhento e não tem controle de som. Ou seja: é para ter o efeito Plantão da TV Globo. Convenhamos: para quem não saiba do recurso, deve ser uma grata surpresa. Não a nível Ninendo 64, é claro.

Como novidade, esse recurso é válido. Como o Carlos Merigo bem comentou: Mas o que importa mesmo para a Pepsi é poder dizer: “o primeiro anúncio de revista com vídeo do mundo”.

Infelizmente, ainda estamos longe do fictício E-paper do USA Today mostrado em Minority Report e da visão da Microsoft para 2019. Esta sim, uma revolução de verdade. Mas, enquanto isso, estas pequenas inovações são bem vindas.

20 de agosto de 2009

No final do século passado, eu tive meu momento “geração MTV”. Passei bastante tempo assistindo aquela salada de fruta musical. De Onibusfobia à Pretty Fly (for a white guy). Das tentativas de discussão de Cazé Peçanha no saudoso Teleguiado até as futilidades do bizarro Garganta e Torcicolo. Foi um curto período de vida, mas o suficiente para conhecer seu poder de influência.

De lá pra cá, muita coisa mudou na grade de programação do canal porém um detalhe ainda persiste: por mais influência que o canal tenha sobre o público jovem, o canal não consegue obter um grande ibope junto ao público e as demais mídias. Com a exceção de um dia: a entrega dos prêmios VMB (Video Music Bawards). Com um alto investimento na estrutura do evento, a MTV Brasil recebe cantores, atores, atletas, comediantes e qualquer outro profissional que possa interessar a seu público. Ou não.

Com a intenção original de premiar os melhores nomes da música nacional (entenda isso como você quiser), os prêmios tiveram que mudar com o passar do tempo. Refletindo as mesmas mudanças da programação da TV, foram criadas novas categorias. Muitas delas ligadas à internet. Uma das novidades da premiação deste ano é: Melhor Twitter do ano.


Boa parte dos indicados não foram bem aceitos pelos próprios usuários do Twitter (você pode ver a lista neste link). Além da categoria ser tão relevante quanto o Fala Que Eu Te Escuto, os indicados são tão fracos quanto os argumentos de defesa da Rede Record. Mas... o objetivo principal deste texto não é julgar o mérito das indicações das micro-celebridades: Danilo Gentili, MariMoon e do Marcos Mion. Eles estão dentro do que se estipula ser a audiência do canal. O problema são os outros dois concorrentes.

É de conhecimento público que, tanto a Twittess quanto o Mano Menezes, só conseguiram a atual quantidade de seguidores graças aos tão criticados scripts. No caso do Twitter do técnico do Corinthians, o uso foi mais baixo: criando perfis falsos somente para segui-lo e aumentar seu “status de relevância”. Existem vários textos comentando o ocorrido (como este).

Mas este caso, que até pouco tempo atrás era apenas criticado, agora chegou a um novo patamar: os “silicones de Twitter” passaram a render prêmios! O serviço não serve apenas para publicar o que se pensa, ele pode oferecer fama se você for bem seguido!

O problema agora é que a busca por estes tais scripts irá aumentar. Se alguém ainda tinha dúvida sobre a Orkutização do Twitter, espere os novos capítulos. A busca pela maior visualização será buscada não apenas por usuários conhecedores do português: uma invasão de especialistas na fina arte do miguxês, tentando levar, à toda face da Terra, suas boas novas também virão. Os usuários normais sentirão na pele o que as Salsas fazem com a Juliana Sardinha.

Se os criadores do Twitter já estão tendo dificuldade de manter o serviço no ar pelo enorme crescimento de acessos, com certeza a situação não ficará melhor com o crescimento do interesse por essas técnicas alternativas de crescimento. A indicação para a premiação foi um grande erro da MTV. Se fosse para mensurar essa vergonha em uma escala, eu diria: NX.

Atualizando: O holofote em cima dos scripts já deu sua primeira conseqüência. Novo perfil falso: scripttes. Com direito a campanha.

Tirinha: Nadaver

13 de agosto de 2009

Se o mundo vai acabar mesmo em 2012, como a Darcy Mendes comentou em um dos meus últimos posts, isso é algo que eu não posso afirmar. Uma coisa é certa: a tecnologia pode tornar este sonho em realidade! É incrível como, constantemente, me surpreendo com o “avanço” militar mundial. Tentando utilizar o que há de mais moderno na tecnologia para resolver problemas que a racionalidade diplomática não consegue (esta sim, ainda atrasada). Pois é, duas características de interesse ao ser humano que não evoluíram em sincronia. A velha mentalidade: “A maioria respeita o distintivo, todos respeitam a arma” ainda está ativa. E, infelizmente, não vejo uma melhora a curto prazo.

Armas surpreendentes do exército americano: recente artigo do ótimo blog Tecnodatum mostra alguns dos mais novos brinquedinhos dos militares ianques. De armas laser às Nanobombas. Instrumentos fascinantes que gostaríamos de manter em nossos consoles de vídeo-game.

Como diz o artigo, a guerra fria 2.0 está aí. Mas sabe o que é mais assustador de tudo isso? Estes são os protótipos ou produtos finais divulgados. Ou seja, existem coisas bem mais assustadoras sendo desenvolvidas neste exato momento! Onde será que vamos chegar?


Tirando alguns inventos que são feitos pensando no bem da humanidade, sem maldade no coração e que, no fim das contas, acaba levando a um profundo arrependimento para o criador, existem algumas invenções que dá vontade de chegar para o responsável, dar um tapinha nas costas e perguntar: “mas e aí? Por que causa, motivo, razão e circunstância você está criando isso?”.

Em uma notícia da Super Interessante deste mês (que alias, está com um novo design excelente!) fala sobre o futuro das roupas invisíveis. Tecido composto de ouro e plástico capaz de deformar a luz, evitando assim que os raios reflitam e se encaminhem ao olho de um observador. Como os cientistas comentaram: “Teoricamente, é possível”. OK... não duvido de nada. Mas a questão é: tirando o uso malicioso, não vejo uma real função para tal. Você conseguiria me dizer uma?

Como eu já comentei no post sobre a Inteligência Artificial do mal, se os cientistas não tiverem bom senso nas suas pesquisas, só Deus sabe onde iremos parar. O poder de fazer idiotices, nós temos! Faz parte da natureza humana. Seja você rico ou pobre. Pessoa comum ou influente.

10 de agosto de 2009

Faz parte da natureza humana: quando mais se têm mais se quer. Notoriedade, riqueza e influência são graças advindas da conquista do poder. O santo graal dos Gollum de espírito. Além destes pontos, geralmente se desperta outro desejo: o de fazer seus opositores se calarem. Antigamente tinha que ser fisicamente mesmo, mas agora até um simples pedaço de papel já é suficiente. Basta ter a assinatura correta.

Recentemente o blogueiro Alberto Murray Neto foi denunciado pelo promotor Alexandre Murilo Graça por colocar uma imagem em seu blog do Cristo Redentor com colete e armado. Na matéria do Jornal (que pode ser acessada por este link), a acusação foi que ele “escarneceu publicamente e vilipendiou objeto de culto religioso”. Agora ele esta sujeito a pegar um ano de prisão.

Se fosse apenas por esta acusação, não teria muita razão a punição (mesmo porque este não foi o objetivo da imagem). Afinal, como disse o jornalista Juca Kfouri, existem muitas imagens na internet no mesmo sentido. Uma busca simples no Google Imagens por “Cristo redentor charge” pode comprovar. Ainda mais que, como argumenta o blogueiro, ele não fez a charge. Simplesmente pegou uma entra várias que existem pela rede (depoimento dele aqui).

Mas a história não acaba aqui. Como você pode estar imaginando: o buraco é mais embaixo. Pois é, o blog do Alberto possui várias criticas à candidatura do Rio de Janeiro para os jogos Olímpicos de 2016. Juntando provas das irregularidades (incluindo detalhes do Pan Americano no Rio). Colocando em dúvida a administração do Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB. Qual a dedução mais lógica que chegamos: a questão na mesa não é bem a exposição pejorativa do símbolo religioso, mas uma tentativa de calar uma voz que pode atrapalhar a campanha da cidade.

Não sei em outros lugares do Brasil, mas aqui em Minas Gerais, a imagem que nos é passada do Rio de Janeiro é muito ruim. Tenho certeza que no resto do mundo a situação não é muito melhor. A garota de Ipanema envelheceu, já não é mais a mesma.

A questão é: tentar impedir que um blog fale sobre as mazelas da cidade, não é nem de perto a melhor solução. Qual foi o verdadeiro resultado obtido com a tentativa de censura? Mais publicidade para as denúncias! Talvez alcance âmbito internacional. Ou seja: o tiro saiu pela culatra, virou bala perdida e pode fazer uma vítima.

Não estou aqui para fazer campanha nem contra nem a favor da candidatura do Rio de Janeiro. Não é objetivo deste texto. Queria conversar sobre esses casos clássicos de, digamos, atitudes mal planejadas. Quando a censura tenta ser sutil mas acaba explodindo estilhaços para tudo quanto é lado.

Este caso me lembrou à polêmica de 2002, com o protesto do secretário de turismo do Rio de Janeiro sobre o episódio dos Simpsons em que família veio ao Brasil. Um episódio ácido, fantasioso e muito engraçado que só conseguiu a grande divulgação mundial graças à postura protecionista do político (digo mais, a família de Springfield ganhou fôlego de continuar no ar graças à divulgação na mídia). Cenas que poderiam ter passado batido na história, acabaram se virando contra a imagem do Brasil. De satirizados para ridicularizados. Não aprendendo, a história se repete.


Outros casos de tentativa de bloqueio que também tiveram o resultado reverso:

  • Quando o jogo Carmageddon (muito mal feito, diga-se de passagem) teve sua distribuição proibida nacionalmente por seu “alto teor de violência”, a curiosidade de instaurou e a procura pelo jogo aumentou. Tal como aconteceu com o Counter Strike.
  • Com a petição pela retirada do Youtube do ar por causa do vídeo intimo da Daniela Cicarelli, o que vimos foi, além do irresponsável pedido, todos ficarem curiosos com as safadezas da apresentadora.
  • Provedores de internet do Reino Unido que, para censurar um artigo do Wikipedia, acabaram bloqueando todo o serviço. E ainda promoveram a tal imagem da menor de idade.
Todos eles, casos em que poderiam passar por despercebido por muita gente. Bastava deixar o tempo passar. Mas não! Quanto mais se mexe na bosta, mais ela fede.

Por falar nisso, muitos políticos dominam o “efeito tempo”. Sabem ficar calados no momento correto. Para uma nação que não se importa com a história, fica fácil se envolver em falcatruas, se enriquecer com o dinheiro público, se afastar para não ser cassado e, quando a poeira abaixar, voltar com totais chances de reeleição.

Felizmente o Alberto não se calou. Continuou sua missão. Denunciando super faturamentos. Cobrando respostas. Sem ligar para o que dizem ser imoral. Calar a verdade é que é indecente. O fato desta nação ser em sua maioria cristã, não quer dizer que temos que ficar de olhos fechados, orando e perdoando nossos “filhos pródigos”.

6 de agosto de 2009


Quem lê minhas mensagens no Twitter sabe que eu acompanho várias séries americanas. Recentemente terminei de assistir a ótima primeira temporada de Fringe. O seu criador, J. J. Abrams (criador de Lost e Alias), sabe muito bem como apresentar a “mistery box” para os telespectadores (se fosse o Sr K, ele teria chamado de “a balinha”). Além dos casos intrigantes, outra coisa que me chama atenção: os “vilões” (entre aspas pois não dá para confiar em ninguém neste seriado). Se você possui uma mente doentia e quer dominar o mundo, você deve se especializar na área de Inteligência Artificial!

O futuro não é lá dos melhores: ser procurado em vários estados, acabar o resto de sua vida em uma instituição psiquiátrica ou até ser alvo de sua própria cria fazem parte dos riscos. Mas, aparentemente, o ego fala mais alto. Ter o nome imortalizado para todo o sempre na cultura da raça robótica, não tem preço (sim robótica, porque nesta altura os homens já foram subjugados).

Quem dera fosse, mas este tipo de personagem não é exclusividade de Fringe. Várias obras de ficção, seja em tom profético ou apenas por caráter sádico, sempre nos remetem a esta figura bizarra: o cientista louco, com seu cabelo despenteado, olhar fixo e o inconfundível jaleco (caramba... eu descrevi o Beakman!). Uma descrição visual estereotipada dos verdadeiros cientistas (se bem que eu conheço alguns professores que... bom... deixa pra lá). Mas a questão é: será que existem profissionais neste ramo trabalhando com a mesma mentalidade de alguns dirigentes mundiais?

Espero que não, afinal, não só a inteligência como também a estupidez artificial é desenvolvida. Esta sim, aprimorada por anos e anos de experiência humana em guerras. Moldada pelos corações frios, insensíveis e gananciosos dos “homens”. Estes que, na época da Guerra fria, chegaram a criar bombas atômicas capazes de destruir o planeta dezenas de vezes (melomaníaco é pouco!).

Mas e os robôs? Obra desta inteligência artificial, eles foram criados e re-criados em exaustão nos filmes e séries. Muitos deles, bonzinhos: faxineiros (Super Vick, Rose, Andrew e Wall-E), companheiros íntimos (Gigolo Joe), beberrões (Bender!!!) ou simplesmente criados para serem companheiros (David, Sonny e C3-PO). Mas, do outro lado, temos os baderneiros. Ruins até nas engrenagens mais intimas. Robôs que fazem valer a frase abaixo:


Você acha que são apenas obras de ficção? Veja só estes exemplos que a revista Isto é desta semana classificou como “Criações que ameaçam”:

  • Asimo – capaz de caminhar autonomamente (Quando conseguir correr igual ao Tom Cruise, será realmente perigoso)
  • AIBO – “cão robô da Sony que muda de humor conforme o tratamento do dono” (pelas experiências que vimos no filme I.A.,isso não é algo bom a ser implementado! Alias, por será que a foi interrompido sua produção? Hum...)
  • COG – “capacidade de aprender algumas tarefas sozinho”
  • Minerva – guia do museu que sabe dar bronca nos visitantes chatos.

Se por um lado, a inteligência artificial atual parece não estar tão evoluída a ponto de uma revolução apocalíptica iminente, por outro lado existem pessoas preocupadas em evitar que isso se torne realidade. Digo mais, nesta reportagem do The New York Times, os cientistas estão preocupados que as máquinas superarem a inteligência humana!

Minha esperança é que tudo isso não passe de loucura. De uma fantasia cinematográfica. Mas, caso ocorra, que John Connor nos ajude! (e se já ocorreu, que continuemos na ignorância)

3 de agosto de 2009

Em uma recente entrevista ao programa do Stephen Colbert, Chris Anderson, colunista da Wired, fez apresentação do seu novo livro: Free. No contexto do livro, poderíamos traduzir tanto como “grátis” quanto como “livre”. Ao contrário do que você possa estar pensando, o livro não é gratuito (mas... existe uma versão “free” em audiobook disponível no próprio site da Wired). O livro trata de uma nova tendência: o usuário final paga menos, ou simplesmente nada, por algum certo produto.

O aumento da qualidade e queda do custo envolvido nos meios tecnológicos utilizados estão propiciando este tipo de mercado. Eu achei muito interessante seus comentários (você pode ler seu artigo, em inglês, aqui). O nível de comodidade que chegamos, e que promete alcançar, é visionário. Como uma empresa pode oferecer serviços gratuitos para seus usuários mesmo com gastos de servidor, funcionários e pesquisas para avanço do projeto?

No mundo da computação, as opções livres estão cada vez mais presentes: sistemas operacionais, e-mail, comunicação instantânea, música, vídeo, edição gráfica, jogos, etc. O melhor é que não é apenas oferecer uma opção gratuita. Existem casos em que estes programas são muito melhores do que muito software comercializado.

Eu mesmo sou assinante do provedor UOL (apenas por necessidade da Velox) mas dificilmente leio algum conteúdo exclusivo. O agregador de feeds gratuito do Google é meu ponto de acesso favorito.

Lembro de algumas campanhas publicitárias atrás sobre serviços de e-mail, elas ofereciam maior capacidade de armazenamento mediante pagamento. Esta questão já não é problema agora. O Yahoo já chegou a descrever, anos atrás, seu novo e-mail como espaço de armazenamento infinito.

Aqui no Brasil existe um exemplo bem interesse que utiliza a internet como ferramenta de mercado. O Tecnobrega, gênero musical típico do norte do país, utiliza meios fora do tradicional para sua divulgação. Os artistas fazem acordos de venda diretamente com os camelôs (definindo preços muito baixo para os CDs) e distribuição das faixas pela internet (não apenas pelo Myspace, mas até a troca via MSN é incentivada) são as táticas usadas para chamar a atenção do público. A banda ganha dinheiro realmente é com os shows. Uma solução muito interessante. O resultado parece estar dando mais certo do que as campanhas antipirataria das gravadoras.


Voltando ao efeito “free”, vale lembrar também de um modelo de negócios sugerido para os serviços gratuitos:

  • Subsídio cruzado: Na compra de determinado produto, você ganha outra mercadoria.
  • Suporte por anúncios: Anúncios publicitários pagam por sua exibição para o público final (como acontece na TV aberta).
  • Opção Freemium: Existe uma versão gratuita disponível, assim como uma versão Premium, com mais recursos.

Muita gente pensa que este pensamento “free” é exagerado demais. Uma utopia comercial. Mas o autor deixou bem claro, não é um modelo de mercado para todos os segmentos. No caso da internet, por exemplo, isso dá muito certo. Fico curioso para saber os futuros desdobramentos que este tipo de filosofia pode trazer.



Fontes: Entrevista sobre o tecnobrega no podcast IDGNow e resumo da palestra de Chris Anderson durante o IV Fórum Internet Corporativa.

Observação: Por um problema de compatibilidade com meu sistema operacional, as ilustrações que você vê neste post não foram feitas no Photoshop, mas em uma opção gratuita: ArtWeaver. Do pouco que usei, deu pra ver que ele é interessante. Se parece muito com a versão famosa. Tem alguns problemas sim (entre eles, não consegui editar as imagens com uma boa qualidade. Peço desculpas), mas é uma boa alternativa. Tenho que estudar melhor a ferramenta.

23 de julho de 2009

Recentemente estava assistindo novamente ao trailer do Project Natal da Microsoft. Se você não conhece, veja o vídeo primeiro:



Não é demais? Você pode ficar horas e horas lutando contra um adversário virtual (o Star Wars Kid vai adorar!), atuar como mecânico (um emprego dos sonhos... nem precisará de diploma!), jogar futebol dentro da sala, ver pela TV que você não cabe mais em um vestido (e transmitir para todos seus amigos!), participar do Show do Milhão e continuar sendo um Dalit, etc. As opções são infinitas.

Alias, o slogan também é ótimo: “The only Experience you need is life experience”, ou seja, a única experiência que você precisa é a experiência da vida. Que profundo! Então vamos desligar a TV e sair para passear.

Graças a este anúncio durante a E3 deste ano, a Microsoft conseguiu uma bela repercussão. Tornar possível controlar os jogos apenas com o movimento do corpo, sem precisar segurar nenhum objeto, foi uma estratégia não apenas boa como uma bela cutucada na empresa nipônica Nintendo.

Boa porque com esta forma de interação mais intuitiva eles conseguirão atingir um público bem maior. Ao contrário do console do Mário, o Xbox possui um público fundamentalmente Hardcore (expressão comum usada para jogadores de vídeo-game mais experientes). Isso fica bem claro pelas listas de jogos a serem lançados. Se, como foi mostrado no vídeo, forem produzidos jogos para toda família, eles conseguirão expandir a base de usuários. Com isso, a Microsoft ataca a Nintendo, sua concorrente mais direta, em seus dois pontos chaves: controle inovador e público alvo ampliado.

Quando o Nintendo Wii foi anunciado, nem todos colocavam a mão no fogo por ele. Parecia uma boa idéia, mas a dúvida era: será que um controle inovador seria suficiente para bater de frente com dois outros consoles com poder de hardware muito superior? E não é que o Davi venceu os gigantes! Digo mais: com grande estilo.

Eu já tinha falado em um post passado, as empresas, se quiserem sobreviver, têm que investir em interfaces simples e inovadoras. Acreditar que já está tudo muito bom, não cola mais (a Xerox aprendeu isso da pior forma possível). Mesmo que acabe não dando certo, o importante é arriscar (nossa... parece que estou falando de poker). Existem várias propostas interessantes surgindo: seja com Realidade Aumentada, controle através da mente (alias, se realmente a Nintendo conseguisse lançar um Wii 2.0 controlado pela mente, como sugere a matéria, seria uma bela resposta contra o Project Natal) ou até uma versão maluca do Stephen Colbert.

Agora, é esperar para ver... ou melhor, jogar!

18 de julho de 2009

Estava demorando para surgir esta notícia. A Revista Veja deu uma nota sobre o interesse do governo e da oposição em contratar os serviços da empresa americana Blue State Digital. Ela foi a responsável por coordenar toda a campanha eleitoral do presidente Barack Obama. Graças ao grande foque dado às redes sociais da internet, eles conseguiram atrair não só eleitores como a atenção da mídia (O resultado final não preciso comentar, não é?). Assim, nossos nobres políticos ficaram vislumbrados com a magia dos assessores de imagem gringo, e agora querem importar os seus serviços.

A questão não é um modelo específico. A única “genialidade” no caso americano foi terem contratado a empresa para atingir novos públicos na internet. Empresa que realmente entende o funcionamento da web. Só isso. O resto é só trabalho de marketing (para o candidato e para eles mesmos). Isso pode ser feito por várias agencias nacionais. Tem muita gente boa por aqui, com a visão necessária.

Como explicar isso para um candidato que ainda pensa que a internet é uma rede de computadores? Não que não seja, mas essa expressão é bem 1995. Não expressa em nada a nova posição dos internautas na nova web. É isso que eles têm que enxergar.

Alguns políticos já estão se aventurando nesta nova internet: via site, blog, Twitter, Orkut e tantas outras ferramentas. É o começo. Basta agora contratar uma empresa para fazer um planejamento mais amplo e a longo prazo.

Fiz uma pesquisa sobre os candidatos mais cotados à presidência da república, para ver se estão ou não bem assessorados. Pelo que pude ver, eles realmente estão esperando que a salvação de suas campanhas venha do alto... da América do Norte.

Logo na primeira página do Google, pude encontrar um blog que parecia direcionado a campanha de Dilma Rousseff. Fica claro que não é ela que escreve. Um grupo de pessoas, que aparentemente não tem ligação com ela, administra o blog. Tem até um Twitter, mas com função apenas de feed. Portanto, nenhum meio que realmente aproxime ela do público.


O Aécio Neves está em uma situação ainda pior. Além de nenhum canal de comunicação pessoal (até o site do governo de Minas é absurdamente simples. Olha só a agenda dele), ainda não tem ninguém responsável pelo controle de sua imagem na internet. Veja esse perfil falso dele:


O único que está melhor é o José Serra. Com uma busca simples, já foi possível encontrar um perfil oficial dele. Mesmo que seja uma outra pessoa responsável por escrever por ele, fica claro que existe uma seriedade e qualidade nas mensagens. Parabéns pela iniciativa. É claro, não está nem próximo do nível da campanha do Obama, mas já é um início.

Finalizando, a solução é mais simples que eles podem imaginar. Não existe a necessidade de importar a solução. Boas soluções nacionais é o que não faltam (Sim, nós podemos!). Basta abrir os olhos e dar a devida atenção a este público e também a imagem que está sendo passado de si pela internet.

12 de julho de 2009

Sem dúvida, o assunto que dominou as discussões dos sites e blogs de tecnologia durante a semana foi o anúncio do Google Chrome OS. O confronto entre Google e Microsoft ganha um novo elemento. Agora a empresa líder mundial no setor de buscas se prepara para lançar um Sistema Operacional próprio, competindo assim com o principal produto da empresa de Bill Gates. Será que tem futuro? Gostaria de analisar alguns detalhes.

Uma das características destacadas pelo Google: Um Sistema Operacional leve. Fica claro que eles fizeram questão de pisar no calo do atual produto da Microsoft. Ninguém pode dizer que o Windows Vista foi um fracasso. Depois de um péssimo começo, o software até conseguiu uma difusão maior. Mas ele foi muito criticado pela grande exigência de hardware. Assim, foi uma boa estratégia do Google focar neste ponto. Independente dos resultados apresentados no Windows 7, com certeza eles conseguirão fazer um sistema mais leve (assim como vemos na área dos navegadores: Internet Explorer x Chrome).

Para oferecer os resultados prometidos, eles utilizarão ao extremo o conceito da Computação em nuvem. Para que armazenar seus textos e músicas no HD se você pode manter tudo em servidores na internet? A partir do browser, os usuários poderão acessar todos os aplicativos e dados. Com isso, dizem eles, pouparíamos recursos de hardware e teríamos maior segurança.

Neste ponto temos alguns problemas. Por um lado temos o promissor (muito bem sucedido em algumas áreas) conceito de Computação em nuvem. Na área dos e-mails, eles conseguiram superar quase que por completo os antigos modelos. Mas existem muitas áreas tradicionais ainda (como na área de edição gráfica). A Adobe, por exemplo, já chegou a lançar uma versão online do seu principal produto, o Photoshop Express. É claro que esta versão não é tão completa quanto à versão desktop. Mas já é um avanço. Também poderia citar a área dos jogos. Várias grandes franquias se utilizam de uma instalação na máquina cliente. E o Google já deixou claro: “o objetivo não é o entretenimento local, através de potentes processadores gráficos capazes de executarem jogos”.

Logo, teremos uma certa rejeição perante um certo público. Não somente do público mas também de alguns produtores de software (talvez também os de hardware). Mas é claro, vale lembrar: Este Sistema Operacional está sendo desenvolvido para Netbooks (notebooks menos potentes) inicialmente. Mas, segundo os planos, eles pretendem expandir para outras plataformas. Terão que pensar bem neste quesito.

Outro detalhe que vale a pena a ser analisado: a partir do momento que os dados e aplicativos estão armazenados no ambiente online, passará a ser exigido cada vez mais de uma boa conexão de internet. Infelizmente aqui no Brasil, existe um problema de infra-estrutura para uma rede de qualidade. Seja de acesso a banda larga a todos os locais do Brasil, seja em estabilidade de serviço ou falta de empresas competidoras capazes de abaixar os preços.

Mesmo com a existência de ferramentas de armazenamento off-line dos dados(Google Gear), a necessidade por manter o sistema sempre conectado é maior.

Um último ponto a se discutir é a segurança. O crescimento da quantidade de usuários na internet tem preocupado alguns analistas. A queda temporária de alguns serviços (como o Gmail e o Twitter) são exemplos disso. Eu mesmo já fui alvo disso. Por um bom tempo, utilizei o gerenciador de sites favoritos: Ma.gnolia. Alguns meses atrás eles tiveram um problema em seu servidor e perderam os dados de vários usuários. Agora eles estão tentando se reestruturar e voltar à ativa. Mas acho difícil. Neste caso, eles perderam a credibilidade com parte de seus usuários.

Se por um lado já é comum ver o Twitter ficar fora do ar por alguns momentos, alguns outros serviços não podem se dar a este luxo. Ainda mais em um Sistema Operacional com esta proposta. Será que o mundo está preparado para um projeto assim?

Por essas e outras, eu fico com um pé atrás nesta nova jornada do Google. Acredito que o mercado, no atual momento, não está preparado para isso. Temos que esperar para ver. Mas, quem sabe, possa acabar virando a grande cartada deles. Lembro muito bem do comentário de Charles Geschke, da Adobe, no livro Startup: “Se você está focado no mercado de hoje, quando apresentar a solução para um problema haverá muitas outras no mesmo nicho... É preferível imaginar onde estará o mercado em alguns anos, concentrar-se em uma solução futura e deixar o mercado se esforçar para alcançar você”.

1 de julho de 2009



Ontem li esta notícia da Info: Cadeira de rodas movida pela mente da Toyota (deu um duplo sentido este título com o nome da produtora). Como citado na reportagem, não é um experimento inédito. Mas, a cada novo protótipo, crescem as expectativas em torno da capacidade de ampliar o uso desta técnica. Não há nível Jedi (espero!). Mas para controle de todos os objetos com poder computacional.

Mas o que me chamou a atenção na notícia foi um pequeno detalhe no final do texto: “Para frear a cadeira de rodas, o usuário deve apenas inflar as bochechas, de acordo com os estudiosos”. Hein? As bochechas funcionam com uma espécie de freio de mão... digo, de boca? Por que raios não utilizar a própria mente para fazer isso? (Não será operacional para este ator mexicano).

Assistindo o vídeo, deu pra entender que, na verdade, esta é apenas uma forma de ativar a parada quando algo der errado. Como uma parada de emergência. Ok... melhorou... mas não seria muito melhor criar um botão pra isso? Tá certo, ele quis explorar as possibilidades variadas de interação. Mas chega a ser ridícula a imagem de uma pessoa desesperada querendo parar a cadeira inflando suas bochechas!

Quando a tecnologia do controle mental chegar no ponto ideal, não haverá necessidade da utilização de artifícios “ultrapassados”. Alias, isso me fez lembrar um filme que vi ontem: Ghost in the Shell.

Sem contar muito spoiler, o filme conta a história de um mundo futurista em que o cérebro de cada individuo seria realmente encarado como um computador, permitindo uma comunicação com um sistema (assim como nossa internet agora). Levando as discussões que temos agora sobre privacidade a níveis inimagináveis (bom... pelo menos pra mim. Não para o japonês maluco que criou esta obra).

Mas voltando ao assunto, uma coisa que chamou minha atenção no filme foi a comunicação da Major Kusanagi com os outros membros agencia policial onde ela trabalha. Em alguns momentos você vê seus lábios moverem durante a conversa, mas em outros momentos não (juro que no primeiro momento, antes de entender o motivo, eu fiquei revoltado com os responsáveis pela dublagem do filme). Ou seja, seria possível uma conversa de Skype pelo próprio cérebro!

O me levou a pensar: se eu posso conversar apenas pela intenção da mente, por que eu utilizaria as cordas vocais? Para não perder a perder essa capacidade nata? Para não perder a sanidade? (sim, seria muito estranho e confuso a comunicação neste contexto).

Realmente, não sei. A capacidade de utilização da mente humana (seja a curto/longo prazo, real/ficção) é muito interessante. E de grande avanço nos próximos anos. Só espero que a realidade não siga todos os passos demonstrados nas obras dos filmes e séries. Comentei esses dias no Twitter: Por que todos os cientistas formados em biotecnologia partem para o caminho do mal?