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20 de janeiro de 2010


Indiscutivelmente, um dos produtos mais comentados nesta última CES (Consumer Electronics Show) foi o leitor de e-books. Uma invasão dos mais variados modelos, cores e recursos. Todos interessados em entrar nesta fatia de mercado que a pouco tempo está sendo explorada. Esta busca se justifica pelos números anunciados deste setor: segundo a Amazon, neste último natal a venda de livros digitais superou, pela primeira vez, a dos exemplares impressos. Alias, no mesmo relatório, foi declarado que o Kindle passou a ser o presente mais popular da história da Amazon.

Seja pela queda dos preços nos leitores, grande espaço de armazenamento, melhora da bateria ou pelo sistema proprietário Wi-fi de venda, a verdade é que este parece ser um setor de grande futuro. Pode até não ter espaço para todas as empresas ingressantes, mas é fato que podemos estar diante de uma mudança de comportamento.

A pergunta é sempre a mesma: os leitores de e-books podem tornar obsoletos os livros impressos? Por mais que a pessoas gostem das novidades tecnológicas, a grande maioria dos comentários que encontro na internet é sempre declarando amor eterno ao papel. Flávia Denise de Magalhães, do blog Livro Livre, fez até a interessante postagem “10 razões porque prefiro ler no papel”.

Eu concordo com ela. Afinal, somos de uma geração que o papel foi fundamental para o ensino, cultura e diversão. Desde a infância: com os gibis da Turma da Mônica, os álbuns de figurinha do Ping-Pong, os livros da série Vaga-lume, livros de colorir, etc. Pesquisar na enciclopédia Barsa ou ir à biblioteca para fazer um trabalho da escola era a única forma disponível. Comprar um jornal na banca era a melhor forma de se estar “atualizado” e não apenas informado. Porém os tempos são outros.

Sucessos de vendas, como o da série Harry Potter, ou o ressurgimento de muitas franquias de quadrinhos (graças aos sucessos hollywoodianos) não são exemplos suficientes para que acreditemos que o futuro do meio impresso permaneça no interesse das novas gerações. A tecnologia ganhou campo como nunca antes. Agora, presente para criança de sete anos é um celular, o mouse serve perfeitamente como novos pincéis em programas infantis de colorir e, quem diria, a única coisa a se colecionar agora são pokemons nos portáteis da Nintendo.

Para uma geração que está acostumada com tudo isso, o uso dos leitores de e-books é mais do que natural. Logo, a substituição poderia sim ser possível. Conforme a própria Flávia indicou no texto acima, para os leitores que tiverem saudade do cheiro de livro novo existe até lata de aerossol para este propósito. Alias, eu quero um!

A partir da idéia que os novos leitores não se incomodariam com o uso deste gadget, a queda do preço dos livros, diminuição de desmatamento e gasto com transporte, tudo isso poderia gerar um cenário até melhor.

O mais importante de tudo é: acima de comodidades e sentimentos nostálgicos, que a cultura seja disseminada. Com mais intensidade. Fomentando a imaginação das pessoas. Discutindo novas metodologias. Sem obrigações, apenas pelo prazer na leitura.



Aviso aos leitores: Estou passando um tempo longe do blog pois estou em um período de reflexão e leitura. Falar sempre não dá certo. Ouvir o que os outros têm a falar também é importante. Mas podem deixar que não abandonarei o blog. Até o próximo post!

© Imagem 1: Richard Manoser

12 de novembro de 2009


Eu sempre gostei de assistir vídeos conceituais no Youtube. Eu já postei alguns deles aqui no blog. Celulares, computadores, TVs e toda espécie de equipamento tecnológico (ou não) com um novo design: diferente, criativo e, em alguns casos, mais eficiente. O bom de ser apenas um conceito é que você pode soltar a imaginação, sem preocupação de respeitar algumas regras fundamentais de produção.

O vídeo abaixo eu vi recentemente no blog do Tiago Dória. Trata de um protótipo chamado PhoneBook. Trata-se exatamente de um teste de como seria uma junção de um iPhone com um livro. Achei no mínimo interessante. Veja:



Eu gostei do começo do vídeo pois prometia uma certa interação entre o livro e o iPhone (quando o nariz de um dos personagens se mexia na tela do smartphone) porém no restante do clip não existe mais. O livro passa ser apenas uma página vazada. Não haveria a menor necessidade do livro. Não adianta! Os saudosistas que gostam de contato com a folha dos livros não se saciarão com este gadget.

PS: Impressão minha ou realmente o pai se empolgou mais com o PhoneBook do que o filho? risos

26 de agosto de 2009

Lembro-me muito bem da primeira vez que vi uma revista tentando um recurso diferente para chamar atenção. Em Maio de 1997, chegou à minha casa a nova edição da revista Super Interessante, com a curiosa descrição: “Cheire esta revista”. Constrangimento a parte, aproximei-me da revista e pude sentir um cheiro de banana exalar da folha. Eu não consegui encontrar essa edição para colocar exatamente a descrição, mas lembro que eles utilizaram uma técnica de impressão de micro partículas com a fragrância da fruta.

Por mais simples que este recurso pareça ser, o resultado final foi, na minha opinião, bem legal. Foi um diferencial. De lá pra cá, novos recursos tem sido lançados para captar a atenção do leitor. Com novas idéias. Novas tecnologias. Ainda bem, pois, ficar na mesma estratégia do olfato, não daria muito certo.


Uma técnica que tem ganhado novas adesões é a Realidade Aumentada. Apontar a revista para a webcam e ver uma projeção tridimensional na tela do computador, além de estar cada vez mais comum, tem dado certo. Recentemente, as revistas Veja e a Trip fizeram um exemplo em baixa e alta qualidade, respectivamente.

Em Outubro do ano passado, a revista Esquire colocou na capa de sua edição a primeira tentativa de movimento em uma folha. Sob uma filosofia, digamos, AlbertoRobertica, ela destacou o seguinte dizer: “O século 21 começou agora”. O resultado você pode ver abaixo:



Tirando a publicidade gratuita que a revista ganhou, o recurso acabou não sendo bem recebido. Além de não contribuir com o conteúdo da revista, gerou apenas poluição visual. Ficou parecendo um banner em GIF bem simples. Como diria o Brϋno: isso é tão 1995.

Semana passada, surgiu a última novidade: reprodução de vídeo na revista Entertainment Weekly. Uma campanha da Pepsi sobre as novas atrações do canal americano CBS (com a apresentação do ótimo Jim Parsons). De uma olhada no resultado final:



Segundo a Wired, o anuncio é um tanto barulhento e não tem controle de som. Ou seja: é para ter o efeito Plantão da TV Globo. Convenhamos: para quem não saiba do recurso, deve ser uma grata surpresa. Não a nível Ninendo 64, é claro.

Como novidade, esse recurso é válido. Como o Carlos Merigo bem comentou: Mas o que importa mesmo para a Pepsi é poder dizer: “o primeiro anúncio de revista com vídeo do mundo”.

Infelizmente, ainda estamos longe do fictício E-paper do USA Today mostrado em Minority Report e da visão da Microsoft para 2019. Esta sim, uma revolução de verdade. Mas, enquanto isso, estas pequenas inovações são bem vindas.

29 de maio de 2009

Ontem, durante uma palestra na minha faculdade sobre Computação Ubíqua, foi exibido o vídeo abaixo. Durante a conferência Wharton Business Technology 2009, a Microsoft fez uma pequena demonstração sobre como ela imagina que será o mundo em 2019.



O que achou? Exagerado? Meu professor de Computação e Sociedade (um visionário!) ficou super animado! Para ele é possível. Eu achei interessante, porém, existe um grande exagero na quantidade de interfaces pelos cenários. O preço destas novas tecnologias teria que cair muito para chegar neste ponto.

Aproveitando, fizeram uma paródia sobre esta visão da Microsoft. Você pode acessar aqui.

27 de março de 2009


Se um existe um livro na área da tecnologia que está sendo super comentado, com certeza é este: Star up, da Jessica Livingston. Ela entrevistou vários fundadores de grandes startups, tentando descobrir como tudo começou, dificuldades e o reconhecimento. Entre os entrevistados estão Steve Wozniak (Apple), Sabeer Bhatia (Hotmail), Tim Brady (Yahoo!), Paul Buchheit (Gmail), Blake Ross (Firefox), Max Levchin (PayPal) e outros. No site de divulgação, existe até uma versão gratuita em pdf, com a primeira entrevista do livro: Steve Wozniak. Eu acabei de ler essa entrevista e fiquei motivado para escrever este post. Muito legal a história dele. Realmente chega a ser inspirador. Nunca desistindo. Sempre estudando muito (obs: em alguns momentos ele me lembrou muito o Sheldon Cooper).

Gostei dessa parte:

Jessica: Você estudava e refazia o projeto de todos esses computadores no ensino médio, em casa, só por diversão?
Wozniak: Sim, porque nunca pude construir um de fato. Eu ia além, contudo,
e refazia os projetos de cada um dos computadores sempre que novos chips
apareciam. Pegava um dos novos chips e refazia o projeto de um daqueles computadores porque assim surgiam idéias sobre como economizar mais alguns
chips.

Para informações de compra, acesse o site de divulgação: www.startupolivro.com.br

Observação: Este não é um post pago. Foi espontâneo mesmo. Apenas li a versão gratuita fornecida. Mas se a produtora quiser me enviar uma cópia, adoraria ler a versão completa!

8 de março de 2009

No dia de hoje, vários blogueiros estarão empenhados em um projeto de blogagem coletiva. Aceitando o pedido da Ester, do blog Esterança, estarei aqui participando falando sobre Inclusão social. Se você quiser participar também, maiores informações neste link.

Bom, fiquei pensando sobre o que falar. Então me lembrei de um protesto muito interessante que aconteceu no dia 09 de janeiro dentro da CES (Consumer Electronics Show). O famoso cantor Stevie Wonder conseguiu espaço durante a feira para fazer um alerta: a falta de preocupação, por parte dos desenvolvedores de tecnologia, com os deficientes visuais. Principalmente, os produtos com telas sensíveis ao toque.

Existe uma série de aparelhos e serviços que tem auxiliado na utilização deste público. Ele, inclusive, citou o iPod e o BlackBerry. Mas, como sabemos, nem todas as empresas se prestam a tal preocupação. Ele disse: "Não queremos segurar o progresso tecnológico. O que estamos dizendo é que eles deveriam pensar na interface e criá-la para que seu uso seja simples... Quanto mais simples for a interface de um produto, mais pessoas ele atingirá, sejam cegas ou não".

E, realmente, a navegação por uma tela sensível ao toque é impraticável para um deficiente visual. É um recurso que, além do tato, requer a visão para poder manuseá-lo. Mike May, presidente da Sendero Group, até brinca sobre esse fato: “Eu posso esquiar a 100 km por hora numa descida? Sim. Mas posso usar um microondas com tela sensível? Não”.

Dezembro eu tinha produzido um texto sobre a importância das interfaces dos produtos. E destaquei: “o grande problema do mercado ainda é tornar a interação mais simples e amigável. Para todos os tipos de usuários. Não se tratando apenas de uma questão de abranger um maior mercado alvo. Mas sobrevivência mesmo”. Tratar todos os usuários com o devido respeito é fundamental.

Mas vale lembrar que existe ainda esperança sobre o caso dessas telas! É tudo uma questão de adaptação. Por exemplo, a Apple poderia lançar uma atualização, com um modo de operação específico para este público. Nesta nova versão, ao clicar e arrastar pela tela, uma voz faria uma leitura sobre os objetos selecionados. Dois cliques, por exemplo, seria a ação em si de acionar tal opção. E por aí vai. É possível adaptar para todas as necessidades. Acredito até, que o resultado seria muito bom! Mas... é tudo uma questão da boa vontade dos produtores. A reivindicação foi lançada. Com certeza, continuará a ser pressionada. Cedo ou tarde, Stevie Wonder poderá ligar tranquilamente para seus amigos. Tenho certeza.

3 de fevereiro de 2009

Quem nunca assistiu um filme futurística e ficou imaginando se realmente veremos todas aquelas invenções se tornarem realidade? Carros voadores, roupas hi-tech, tele-transporte e tantas outras coisas maravilhosas. É um sonho do ser humano fazer estas idéias tornarem-se físicas. Sonho este que já se realizou em diversos objetos (como a vídeo conferência pelo celular, por exemplo). Mas existem outros exemplos que parecem bem à frente de nossa realidade. Mas tudo é uma questão de tempo. Utilização de materiais que ainda são muito caros, algoritmos que ainda não são complexos o suficiente para fazer a inteligência artificial avançar mais e a falta de investimentos em determinadas áreas são fatores para adiar alguns de nossos desejos.

O meu objetivo com este post é mostrar os avanços que tem surgido para tornar possível uma coisa: publicidade contextual. Para ficar mais fácil de entender, assista esta cena do filme Minority Report.




Como você pode ver, Tom Cruise, ao entrar em um shopping (ou algo parecido), se depara com uma série de propagandas. O mais interessante desta cena é o fato dos comerciais serem direcionados exclusivamente para ele. A voz chega até a citar o nome dele! Muito legal mas... é possível tornar isso realidade? Não é muito absurdo? Minha resposta: de jeito nenhum! Não só é possível como existem alguns indícios de que esta tecnologia está próxima. Para facilitar minha explicação, vou dividir este tópico em três problemas a serem vencido: reconhecimento facial, vídeo e áudio.

1) Reconhecimento facial: Embora este tenha sido a tática utilizada para a identificação do indivíduo, poderíamos utilizar diversos outros métodos: cartão magnético, impressão digital ou sinal de celular. Este não seria a grande barreira a ser derrubada. Aliás, as pesquisas do próprio reconhecimento facial estão bem avançadas. Não vai demorar muito para este tipo de identificação invadir nosso dia-a-dia.

2) Vídeo: Diferentemente do outdoor convencional, esta nova forma de propaganda é dinâmica. A utilização de televisores grandes, alta resolução e resistentes são necessárias. Evolução neste requisito é notório. Mas existe algumas outras boas notícias. Segundo esta matéria do Brainstorm #9, o Google registrou a patente de um sistema de outdoor digital capaz de atualizar, em tempo real, de acordo com o estoque das empresas e outros fatores. Uma ótima notícia.

3) Áudio: Agora vamos pisar no quesito mais complicado desta idéia. Como fazer com que o som seja direcionado exclusivamente para um determinado cliente? Bom, esta é parte curiosa. Estava assistindo uma palestra de Woody Norris e ele mostrou esta invenção sua.


Explicando: É uma caixa de som modificada que utiliza ondas ultra-sônicas em uma direção específica. Semelhante a idéia do raio laser, o som não se espalha em várias direções. Isso permitiria enviar um áudio específico para um determinado cliente. Se você quiser assistir este protótipo em ação, aqui está o link do vídeo.

Você pode estar pensando: mas os consumidores estarão andando... hum, a solução que vejo é a seguinte: Colocando um sensor de movimento no local, o computador poderá fazer o calculo sobre a coordenada que a caixa de som terá de ser redirecionada. Mas é claro, existirá a necessidade de ter várias destas fontes de sons para os diversos clientes.

Falando assim parece tudo muito fácil. Mas a prática dará um pouco de trabalho. Porém, espero ter conseguido provar que não é uma coisa de outro mundo. É tudo uma questão de tempo para termos uma nova forma de marketing e, porque não dizer, nossa privacidade levada a um novo nível.

18 de janeiro de 2009

Começa hoje, a principal exposição de tecnologia e entretenimento do Brasil. Até o dia 25, serão apresentadas palestras, workshops e várias outras atrações que prometem chamar a atenção de todo o tipo de público. Infelizmente não poderei estar lá. Falta de “tempo”... sabe como é, né? Mas tudo bem, afinal, a expectativa é que a cobertura, tanto on-line como televisiva, seja bem maior do que a do ano passado.

Para começar, a TV Cultura lançou o projeto chamado IPTV Cultura. Segundo o site, serão 12 horas de programação diárias geradas a partir do evento. Serão 50 profissionais mobilizados para a cobertura. Com certeza, será uma ótima fonte para ficar antenado nas novidades. Isso sem falar que, como já é tradição, haverá cobertura no canal de TV também. Alias, ao contrário do ano passado, outros canais devem dar maior destaque a Campus Party deste ano. A MTV e a rede Globo, em seu jornal da Globo (não consegui confirmar aqui, mas, devido as recentes coberturas que este jornal deu aos assuntos de tecnologia, estou bancando esta informação), farão parte desta cobertura.

Isto sem contar na ampla cobertura no Twitter. A tag #cparty é sua chave para um gigantesco bate-papo com todos os participantes do evento. Ah! Você pode acompanhar o Live Stream das mensagem através deste link.

Comunidades no Orkut, Facebook, Youtube e demais informações sobre o evento podem ser acompanhadas através do site oficial ou do blog oficial da Campus Party.

Uma ótima Campus Party para todos que acompanharem fisicamente ou virtualmente!

10 de janeiro de 2009

Esta semana estava lendo o artigo do Kaled Martins, no Guia do PC, sobre suas previsões, no ramo da tecnologia, para este ano. Gostei bastante. Concordo com boa parte do que ele citou. Eu iria comentar no seu próprio blog mas pensei: “meu comentário vai acabar ficando tão grande... quer saber, vou fazer um post comentando seu artigo!”. Então é isso: Aproveito para mostrar meu ponto de vista e fica o convite para visitarem e lerem o post original do Kaled.

#1 - Dos lançamentos marcados para este ano, realmente o Windows 7 é o que tem maior condição de ser o grande destaque do ano. Pelo menos no quesito de mídia. Mas dizer que será um sucesso... não sei. Acredito que as vendas do próximo software da Microsoft, assim como aconteceu com o Windows XP, iniciarão bem lentas. Seria necessária uma evolução muito grande para tornar o upgrade realmente interessante. E, pelas notícias até agora, não vejo evidências disso. Alias, realmente, a empresa continuará a investir no cloud computing. É um caminho sem volta.

Ah! Eu também aposto na compra da Yahoo pela Microsoft. Sem o ex-CEO, Jerry Yang, o caminho ficou livre para a concretização da aquisição. É tudo uma questão de tempo.

#2 – Eu pessoalmente não conheço mais ninguém que ainda utilize o Microsoft Office Outlook. Ontem que eu lembrei dele: estava vendo uma reportagem na TV e apareceu uma imagem deste software. O fato de armazenar os e-mails apenas on-line já virou padrão. Não existe mais medo de perder os dados. Alias, tem muita gente que utiliza o e-mail com backup dos seus arquivos. Tamanha a confiança e utilidade adquirida. Portanto: sim! Cloud computing ganhará mais espaço este ano.

#3 – Quanto ao 3G e os smartphones, eles conseguirão maior espaço sim. Principalmente se os planos de expansão do 3G, por todo território brasileiro, continuarem a operar. Não acredito que a crise financeira, que ainda nos rondam, possa atrapalhar este setor.

Agora, vem a parte de maior divergência, na minha opinião, com o texto original: Steve Jobs irá morrer!... ops, não era sobre isso não... queria falar sobre a TV digital. Não vejo o crescimento da TV digital a tão curto prazo não. Sua procura ainda continuará baixa. E, a expressão “começará a ser melhor explorada”, assim como já comentei eu um post passado, só será atingida se tiver REALMENTE interatividade. E, pelas previsões, decodificadores, com todos os recursos que o governo tinha informado, não poderão ser produzidos com preços realmente populares.

#4 – Como fã da Nintendo, minha opinião não poderia ser diferente: acredito que vamos para mais um ano com boas chances de sucesso para a produtora nipônica. Porém, se ela quiser manter esta posição de liderança, ela terá que mostrar novas opções em jogos. Afinal, se ela repetir o fracasso da E3, do ano passado, seu futuro ficará preocupante. Mesmo porque, como foi mencionado, a Sony tem boas chances de crescimento (principalmente devido aos lançamentos blockbusters do ultimo ano). Vai continuar sendo uma boa briga para acompanhar.

#5 – Aqui entra um grande enigma deste ano. Vivenciamos, no final deste último ano, alguns fatos que podem alterar a briga pela liderança entre os browsers. O Firefox, que estava crescendo bastante e se mostrava o candidato na briga com o Internet Explorer, teve um golpe pelas costas do seu principal financiador. O lançamento do Google Chrome foi uma surpresa. E, na minha opinião, esta acabará sendo um setores de maior foco de investimentos da empresa. Prova disso, são as negociações com empresas para permitir que o Chrome venha pré-instalado em computadores e a recente liberação da nova versão de teste do navegador. É por isso que acredito em um bom crescimento de usuários desta browser. Porém este é um tópico bem difícil de fazer qualquer prognóstico.

#6 – Este é um dos itens que a crise econômica mundial pode ser mais decisiva. A popularidade do Blu-ray precisa de uma procura maior e, consequentemente, queda de preço. A “desistência” do HD DVD, ao contrário do que muitos analistas diziam, não foi suficiente para a alavancada do Blu-ray.

#7 – Um dos grandes destaques de crescimento no ano que se passou foram, sem dúvida, os notebooks. Queda no preço, melhora nas configurações, diminuição no peso e uma grande variedade de preços que procuram atingir a todas as classes consumidoras. Eu também aposto em sua crescente aceitação. Alias, eu também quero o meu!

Bom, é isso. Ano que vem retorno a este post para fazer uma analise sobre os itens escritos.

27 de dezembro de 2008










Eu meu último post sobre a interface de dispositivos de sucesso, pude mostrar a importância de possibilitar novas formas de interação aos usuários. Já neste texto, quero tratar de forma mais específica sobre o desktop, este nosso campo de acesso a todos os recursos computacionais.

A evolução que tivemos desde o início foi bem interessante. De complexos comandos de texto, chegamos agora a uma experiência bem mais intuitiva com o uso do mouse. O uso dos cliques, arrastos e rolagem já são bem comuns para todos nós. Porém um detalhe ainda permanece até agora: a visão 2D. Embora existam alguns recursos que tentem simular alguns recursos tridimensionais (geralmente ligados no ato de interagir com janelas e sessões de telas). Mas, mesmo assim, essa experiência é muito pobre. Algo mais audacioso tem que surgir. Que consiga conciliar novidade, praticidade e, acima de tudo, ser intuitivo.

Esta é uma tarefa complicada. Mas existe muita gente batalhando para tornar isso realidade. Como exemplo disso, existe este projeto de Anand Agarawala. Sua idéia é um desktop que possui toda uma visão tridimensional (veja a imagem que ilustra este post). Você consegue clicar, arrastar e jogar os ícones pela tela, tal qual um objeto sobre a mesa. A qualidade da reação dos ícones, diante das ações do mouse, chama a atenção. Seria uma forma bem interessante de se pensar sobre o assunto.

Porém, a meu ver, ainda não é a solução correta. Depois de tanto tempo preso no modelo atual, gostaria de algo muito mais revolucionário! Algo que realmente coloque o usuário em um ambiente 3D. Afinal, estamos vivendo em uma geração que se acostumou com os jogos eletrônicos e seus belos mundos tridimensionais. Por que não importar este ambiente para nossos computadores?

Eu não vejo a solução nos moldes do Second Live (com uma visão em terceira, vendo seu avatar por trás). Alias, este jogo se mostrou, no início, como um possível molde para uma futura internet. Com o objetivo de deixar os usuários da rede mais participativos. Porém o resultado não vingou. Caiu no esquecimento tão rápido quanto seu rival Google Lively. Alias, Eu acho que o problema não foi nem o formato de agir do jogo. O problema foi a falta de conteúdo mesmo.

Para o desktop, eu imagino uma visão no estilo Doom (em primeira pessoa). Caminhando com o mouse através de um quarto tridimensional, totalmente customizado, e escolhendo o arquivo desejado entre os objetos existentes. Com TVs ou quadros podendo representar as telas de leitura. Com os avatares dos seus amigos entrando no quarto para começar um bate-papo. Alias, esta é uma característica que deve, ou pelo menos deveria, ser padrão futuro, que é a falta de distinção entre desktop e o ambiente da internet. Sem a necessidade de ficar preso a um navegador. Serviços da web sendo representados por elementos físicos do desktop. Seria uma experiência bem mais recompensadora.

Se você leu este artigo até aqui, pode até estar achando que é muita loucura minha. Mas é algo que eu acredito. Uma necessidade por novidades. De romper fronteiras. Bem no estilo das inovações de interface que temos vivido. Pode anotar no teu caderno aí! Daqui alguns anos você me cobra! :D

9 de dezembro de 2008










Em 19 de novembro de 2006, estava iniciando a jornada da nova aposta da Nintendo. Devido ao relativo fracasso do console anterior, muita gente via com desconfiança a nova proposta da empresa nipônica. Principalmente pelo fato das características técnicas de seus competidores. Tanto o X-Box 360, da Microsoft, quanto o Playstation 3, da Sony, possuíam capacidade gráfica muito superior. Fracasso certo? Não! Pelo contrário, foi um grande sucesso. De crítica e público. Tudo graças ao seu inovador sistema de controle. Tornando a proposta do jogo mais simples e divertida.

Esta busca por criar novidades de na interface de interação do usuário não é mérito apenas do Nintendo Wii. O celular super cobiçado da Apple também partiu para esta estratégia para ganhar adeptos. Em um mercado com vários concorrentes com características técnicas superiores (como por exemplo, a aplicação à rede 3G), o IPhone entrou visando uma coisa: criar uma nova forma de interação. Não vou entrar aqui no mérito da inovação. Afinal, existiram muitas outras invenções touch-screen que o precederam. Mas a questão é: nenhum produto foi tão revolucionário a tal ponto de mudar as estratégias de mercado. Após o sucesso do IPhone, vários outros clones surgiram. Todos tentando embarcar nesta moda que se criou.

Aliás, o fator touch-screen já tinha sido definitivo em outra briga de mercado. Voltando novamente para os games, em 2004 a Nintendo lançou seu console portátil Nintendo DS. Com duas telas, sendo uma delas sensível ao toque, este vídeo-game acabou ganhando a disputa pelo mercado. Em uma história similar, o seu concorrente, PSP da Sony, não conseguiu chamar a atenção do público, mesmo tendo uma máquina superior.

E assim, eu poderia gastar tantas linhas para descrever várias empresas que souberam apostar em novidades e, como tal, obtiveram grandes resultados. Mas acho que você já conseguiu perceber onde quero chegar. Estamos vivendo em um mundo em que a evolução tecnológica está atingindo níveis nunca antes sonhados. Processadores mais potentes, tecnologia embarcada cada vez mais leve e a mobilidade ganhando cada vez mais espaço e destaque. Mas tem algo que vai além: a ansiedade pela novidade. Sendo que, nos exemplos acima, esta novidade se caracteriza pela interface de interação.

Você conseguiria imaginar nos dias de hoje assistir televisão sem controle-remoto? Pois é, não dá. Ou então acessar a internet sem o mouse? Aliás, este mês estão sendo comemorados 40 anos da invenção deste instrumento que nos tirou da obrigação de ficarmos presos em linhas de comando e nos apresentou um ambiente muito mais intuitivo.

Aliás, falando em mouse, tem muita gente que não está satisfeito com a forma de navegar atual. Por exemplo, neste projeto chamado Dontclick.it a proposta é não clicar em nada. Apenas arrastar o mouse sobre os itens e as opções vão aparecendo. É uma experiência bem interessante. Vale a pena dar uma olhada. Mas se você quer algo um pouco mais sofisticado e inovador, saiba que existem cientistas tentando tornar realidade a forma de navegação que é mostrada em Minority Report. No filme, o ator Tom Cruise decide suas ações apenas com o movimentar das mãos no ar. Você pode conferir esta notícia aqui. Esta experiência seria bem mais interessante.

Portanto, mais do que evolução em velocidade de transmissão ou processamento de dados, o grande problema do mercado ainda é tornar a interação mais simples e amigável. Para todos os tipos de usuários. Não se tratando apenas de uma questão de abranger um maior mercado alvo. Mas sobrevivência mesmo. Como os três produtos do título provaram.

5 de novembro de 2008







Eis uma grande notícia que recebi recentemente. Um projeto novo no Youtube tem como proposta traduzir as palestras do Ted.com. Para quem não conhece, este site é responsável por divulgar palestras de várias pessoas renomadas, em diferentes áreas do conhecimento, com altíssimo nível de qualidade. Palestrantes como Stephen Hawking, Steve Jobs, J. J. Abrams e Bill Clinton mostram a diversidade e qualidade dos nomes.

Eis o link para conhecer o projeto com algumas palestras já traduzidas: http://www.youtube.com/TedTalksPortugues. Fica a torcida para que o projeto faça sucesso e, assim, novas palestras passem a ser divulgadas. Eis uma dica minha de uma ótima entrevista com Johnny Lee, mostrando muita criatividade em adaptações com o controle do vídeo game Nintendo Wii. Veja aqui.

Recado aos leitores: Devido ao excesso de provas e trabalhos neste mês de novembro, estarei publicando menos posts do que gostaria. Mas espero manter a média de um por semana. Na segunda-feira, artigo novo no blog. Até lá!