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13 de agosto de 2009

Se o mundo vai acabar mesmo em 2012, como a Darcy Mendes comentou em um dos meus últimos posts, isso é algo que eu não posso afirmar. Uma coisa é certa: a tecnologia pode tornar este sonho em realidade! É incrível como, constantemente, me surpreendo com o “avanço” militar mundial. Tentando utilizar o que há de mais moderno na tecnologia para resolver problemas que a racionalidade diplomática não consegue (esta sim, ainda atrasada). Pois é, duas características de interesse ao ser humano que não evoluíram em sincronia. A velha mentalidade: “A maioria respeita o distintivo, todos respeitam a arma” ainda está ativa. E, infelizmente, não vejo uma melhora a curto prazo.

Armas surpreendentes do exército americano: recente artigo do ótimo blog Tecnodatum mostra alguns dos mais novos brinquedinhos dos militares ianques. De armas laser às Nanobombas. Instrumentos fascinantes que gostaríamos de manter em nossos consoles de vídeo-game.

Como diz o artigo, a guerra fria 2.0 está aí. Mas sabe o que é mais assustador de tudo isso? Estes são os protótipos ou produtos finais divulgados. Ou seja, existem coisas bem mais assustadoras sendo desenvolvidas neste exato momento! Onde será que vamos chegar?


Tirando alguns inventos que são feitos pensando no bem da humanidade, sem maldade no coração e que, no fim das contas, acaba levando a um profundo arrependimento para o criador, existem algumas invenções que dá vontade de chegar para o responsável, dar um tapinha nas costas e perguntar: “mas e aí? Por que causa, motivo, razão e circunstância você está criando isso?”.

Em uma notícia da Super Interessante deste mês (que alias, está com um novo design excelente!) fala sobre o futuro das roupas invisíveis. Tecido composto de ouro e plástico capaz de deformar a luz, evitando assim que os raios reflitam e se encaminhem ao olho de um observador. Como os cientistas comentaram: “Teoricamente, é possível”. OK... não duvido de nada. Mas a questão é: tirando o uso malicioso, não vejo uma real função para tal. Você conseguiria me dizer uma?

Como eu já comentei no post sobre a Inteligência Artificial do mal, se os cientistas não tiverem bom senso nas suas pesquisas, só Deus sabe onde iremos parar. O poder de fazer idiotices, nós temos! Faz parte da natureza humana. Seja você rico ou pobre. Pessoa comum ou influente.

1 de julho de 2009



Ontem li esta notícia da Info: Cadeira de rodas movida pela mente da Toyota (deu um duplo sentido este título com o nome da produtora). Como citado na reportagem, não é um experimento inédito. Mas, a cada novo protótipo, crescem as expectativas em torno da capacidade de ampliar o uso desta técnica. Não há nível Jedi (espero!). Mas para controle de todos os objetos com poder computacional.

Mas o que me chamou a atenção na notícia foi um pequeno detalhe no final do texto: “Para frear a cadeira de rodas, o usuário deve apenas inflar as bochechas, de acordo com os estudiosos”. Hein? As bochechas funcionam com uma espécie de freio de mão... digo, de boca? Por que raios não utilizar a própria mente para fazer isso? (Não será operacional para este ator mexicano).

Assistindo o vídeo, deu pra entender que, na verdade, esta é apenas uma forma de ativar a parada quando algo der errado. Como uma parada de emergência. Ok... melhorou... mas não seria muito melhor criar um botão pra isso? Tá certo, ele quis explorar as possibilidades variadas de interação. Mas chega a ser ridícula a imagem de uma pessoa desesperada querendo parar a cadeira inflando suas bochechas!

Quando a tecnologia do controle mental chegar no ponto ideal, não haverá necessidade da utilização de artifícios “ultrapassados”. Alias, isso me fez lembrar um filme que vi ontem: Ghost in the Shell.

Sem contar muito spoiler, o filme conta a história de um mundo futurista em que o cérebro de cada individuo seria realmente encarado como um computador, permitindo uma comunicação com um sistema (assim como nossa internet agora). Levando as discussões que temos agora sobre privacidade a níveis inimagináveis (bom... pelo menos pra mim. Não para o japonês maluco que criou esta obra).

Mas voltando ao assunto, uma coisa que chamou minha atenção no filme foi a comunicação da Major Kusanagi com os outros membros agencia policial onde ela trabalha. Em alguns momentos você vê seus lábios moverem durante a conversa, mas em outros momentos não (juro que no primeiro momento, antes de entender o motivo, eu fiquei revoltado com os responsáveis pela dublagem do filme). Ou seja, seria possível uma conversa de Skype pelo próprio cérebro!

O me levou a pensar: se eu posso conversar apenas pela intenção da mente, por que eu utilizaria as cordas vocais? Para não perder a perder essa capacidade nata? Para não perder a sanidade? (sim, seria muito estranho e confuso a comunicação neste contexto).

Realmente, não sei. A capacidade de utilização da mente humana (seja a curto/longo prazo, real/ficção) é muito interessante. E de grande avanço nos próximos anos. Só espero que a realidade não siga todos os passos demonstrados nas obras dos filmes e séries. Comentei esses dias no Twitter: Por que todos os cientistas formados em biotecnologia partem para o caminho do mal?

3 de fevereiro de 2009

Quem nunca assistiu um filme futurística e ficou imaginando se realmente veremos todas aquelas invenções se tornarem realidade? Carros voadores, roupas hi-tech, tele-transporte e tantas outras coisas maravilhosas. É um sonho do ser humano fazer estas idéias tornarem-se físicas. Sonho este que já se realizou em diversos objetos (como a vídeo conferência pelo celular, por exemplo). Mas existem outros exemplos que parecem bem à frente de nossa realidade. Mas tudo é uma questão de tempo. Utilização de materiais que ainda são muito caros, algoritmos que ainda não são complexos o suficiente para fazer a inteligência artificial avançar mais e a falta de investimentos em determinadas áreas são fatores para adiar alguns de nossos desejos.

O meu objetivo com este post é mostrar os avanços que tem surgido para tornar possível uma coisa: publicidade contextual. Para ficar mais fácil de entender, assista esta cena do filme Minority Report.




Como você pode ver, Tom Cruise, ao entrar em um shopping (ou algo parecido), se depara com uma série de propagandas. O mais interessante desta cena é o fato dos comerciais serem direcionados exclusivamente para ele. A voz chega até a citar o nome dele! Muito legal mas... é possível tornar isso realidade? Não é muito absurdo? Minha resposta: de jeito nenhum! Não só é possível como existem alguns indícios de que esta tecnologia está próxima. Para facilitar minha explicação, vou dividir este tópico em três problemas a serem vencido: reconhecimento facial, vídeo e áudio.

1) Reconhecimento facial: Embora este tenha sido a tática utilizada para a identificação do indivíduo, poderíamos utilizar diversos outros métodos: cartão magnético, impressão digital ou sinal de celular. Este não seria a grande barreira a ser derrubada. Aliás, as pesquisas do próprio reconhecimento facial estão bem avançadas. Não vai demorar muito para este tipo de identificação invadir nosso dia-a-dia.

2) Vídeo: Diferentemente do outdoor convencional, esta nova forma de propaganda é dinâmica. A utilização de televisores grandes, alta resolução e resistentes são necessárias. Evolução neste requisito é notório. Mas existe algumas outras boas notícias. Segundo esta matéria do Brainstorm #9, o Google registrou a patente de um sistema de outdoor digital capaz de atualizar, em tempo real, de acordo com o estoque das empresas e outros fatores. Uma ótima notícia.

3) Áudio: Agora vamos pisar no quesito mais complicado desta idéia. Como fazer com que o som seja direcionado exclusivamente para um determinado cliente? Bom, esta é parte curiosa. Estava assistindo uma palestra de Woody Norris e ele mostrou esta invenção sua.


Explicando: É uma caixa de som modificada que utiliza ondas ultra-sônicas em uma direção específica. Semelhante a idéia do raio laser, o som não se espalha em várias direções. Isso permitiria enviar um áudio específico para um determinado cliente. Se você quiser assistir este protótipo em ação, aqui está o link do vídeo.

Você pode estar pensando: mas os consumidores estarão andando... hum, a solução que vejo é a seguinte: Colocando um sensor de movimento no local, o computador poderá fazer o calculo sobre a coordenada que a caixa de som terá de ser redirecionada. Mas é claro, existirá a necessidade de ter várias destas fontes de sons para os diversos clientes.

Falando assim parece tudo muito fácil. Mas a prática dará um pouco de trabalho. Porém, espero ter conseguido provar que não é uma coisa de outro mundo. É tudo uma questão de tempo para termos uma nova forma de marketing e, porque não dizer, nossa privacidade levada a um novo nível.

18 de janeiro de 2009

Começa hoje, a principal exposição de tecnologia e entretenimento do Brasil. Até o dia 25, serão apresentadas palestras, workshops e várias outras atrações que prometem chamar a atenção de todo o tipo de público. Infelizmente não poderei estar lá. Falta de “tempo”... sabe como é, né? Mas tudo bem, afinal, a expectativa é que a cobertura, tanto on-line como televisiva, seja bem maior do que a do ano passado.

Para começar, a TV Cultura lançou o projeto chamado IPTV Cultura. Segundo o site, serão 12 horas de programação diárias geradas a partir do evento. Serão 50 profissionais mobilizados para a cobertura. Com certeza, será uma ótima fonte para ficar antenado nas novidades. Isso sem falar que, como já é tradição, haverá cobertura no canal de TV também. Alias, ao contrário do ano passado, outros canais devem dar maior destaque a Campus Party deste ano. A MTV e a rede Globo, em seu jornal da Globo (não consegui confirmar aqui, mas, devido as recentes coberturas que este jornal deu aos assuntos de tecnologia, estou bancando esta informação), farão parte desta cobertura.

Isto sem contar na ampla cobertura no Twitter. A tag #cparty é sua chave para um gigantesco bate-papo com todos os participantes do evento. Ah! Você pode acompanhar o Live Stream das mensagem através deste link.

Comunidades no Orkut, Facebook, Youtube e demais informações sobre o evento podem ser acompanhadas através do site oficial ou do blog oficial da Campus Party.

Uma ótima Campus Party para todos que acompanharem fisicamente ou virtualmente!