
No exato em que você está lendo este artigo, alguém, em algum lugar do mundo, deve estar lançando algum site/aplicativo/programa que possui algum nível de inovação. Ao mesmo tempo, outra pessoa deve estar conhecendo este produto e fazendo planejamentos para utilizá-lo para fins ilícitos. Não adianta, o ser humano é assim mesmo. A maldade varia conforme o olhar. Não é Alfred Nobel?
O mundo online, que passa a sensação de sermos invisíveis, faz surgir com mais intensidade o desejo por seguir o caminho errado. Os exemplos são os mais variados: os spammers oferecendo prêmios fictícios, os pedófilos em salas de bate-papo, os pervertidos do ChatRoulett, os cavalos de tróia espalhados em jogos inofensivos, etc.
Por esta razão, desenvolvedores de aplicações precisam fazer um bom estudo sobre seu produto. Tentando evitar, da melhor forma possível, possíveis desvios de foco. A segurança dos consumidores é fundamental.
Dias atrás, eu estava lendo uma avaliação sobre um aplicativo para iPhone chamado Urban Signals. Basicamente, o software tem o seguinte objetivo: Você cria um perfil no site do produto, envia uma foto e define seus interesses. Feito isso, você já pode verificar na tela uma espécie de radar: através do GPS, ele mostrará outros usuários próximos de você que estão usando o produto. Caso se interesse pela pessoa, pode ser iniciada uma conversa e, quem sabe, marcar um encontro.
Traduzindo: um blind date mobile.
A idéia passa longe de ser original. Existem muitos casos que já se utilizaram desta técnica. Se de um lado este aplicativo permite algumas possibilidades interessantes de interação (encontrar amigos por perto, por exemplo), muitos golpes podem ser praticados. Pense bem: Uma foto sedutora, marca-se um encontro em uma rua estratégica e ZAZ! Restará apenas um boletim de ocorrência.
Quando temos a junção do desejo por conhecer pessoas desconhecidas com a necessidade de portar um equipamento caro junto de si, temos uma situação que demanda muita sabedoria por parte do proprietário. Somando ao aumento de notícias de roubos de celulares (nas grandes capitais, principalmente), esta pode ser um perigo real.
Portanto, que este texto sirva como alerta. Toda interação das redes sociais são benéficas se agidas com sabedoria. Nunca se sabe que tipo de usuário estará do outro lado.
22 de abril de 2010
Urban Signals: Bad Signals
Postado por
Kleber Anderson
20:42
12 de abril de 2010
Hardwired: A realidade aumentada do mal
Postado por
Kleber Anderson
23:25

Dias atrás, eu estava assistindo ao filme Hardwired. A trama do filme até prometia: após um acidente, Cuba Gooding Jr acorda em um hospital. Ele não se lembra de nada. Inclusive de quem é. Para completar, ele começa a ter algumas visões. Logo descobrimos que foi implantado um chip em seu cérebro, tendo como objetivo, exibir campanhas publicitárias, em Realidade Aumentada, direcionada especificamente para ele.
Como o tema é de meu interesse, fiquei animado, afinal, este é o tema de meu TCC na universidade (sobre Realidade Aumentada, não implante de chips!). Gostei também da idéia do filme em criar uma cidade totalmente dominada por empresas, tentando a qualquer custo conquistar os clientes. É uma pena que o desenvolvimento do roteiro ser fraco. Algumas justificativas para os atos foram dignas de Tião Gavião.
Outra coisa que incomodou foi o excesso de Product Placement (se é que eu posso usar esta definição). Logomarcas espalhadas em todos os cantos da cidade... isso já temos. Agora, em alguns locais inusitados, eu não entendi. Não convenceu ver propaganda da Playboy na Estátua da Liberdade e de Gatorade no Taj Mahal! (Sério! Procurei mas não encontrei fotos para ilustrar este post).
Se não bastasse tudo isso, os produtores resolvem escalar o péssimo Val Kilmer como vilão do filme. Ao contrário da Sandra Bullock, suas honrosas nomeações ao Framboesa de Ouro são dignas. Eis uma imagem de seu personagem (que estranhamente não tem nenhuma semelhança com o divulgado na capa do filme).
Deixando a parte ruim de lado, alguns itens ficaram faltando e outros poderiam ser discutidos com mais ênfase: propaganda direcionada, diferentes formas de exibição e integração com a Realidade Aumentada... mas, acima de tudo, o ponto chave: privacidade.
O estupro de colocar um chip no pescoço de alguém geraria reações revoltosas. Muito mais intensa do que a apresentada. É diferente de, por exemplo, tomar, espontaneamente, uma pílula vermelha com o objetivo de rastrear sua rede neural.
No filme, todo debate sobre o assunto foi simplesmente reprimido com a adição de um recurso: diante de reações não aceitáveis por parte da cobaia, era possível ativar uma espécie de arma imobilizadora. Poxa! Se não bastasse a cenoura presa na vara de pescar, tinha que colocar rédea também? Cruel! Muito cruel!
A adição deste recurso, além de apelativa, gerou espaço para grandes furos com o passar do filme. Seria muito mais interessante mostrar a repercussão, por parte da mídia, após a revelação dos tais implantes. Mas, infelizmente, este não foi o rumo tomado. O resultado: as notas dos críticos dizem por si só.
20 de janeiro de 2010
Livros ou leitores de e-book?
Postado por
Kleber Anderson
14:15

Indiscutivelmente, um dos produtos mais comentados nesta última CES (Consumer Electronics Show) foi o leitor de e-books. Uma invasão dos mais variados modelos, cores e recursos. Todos interessados em entrar nesta fatia de mercado que a pouco tempo está sendo explorada. Esta busca se justifica pelos números anunciados deste setor: segundo a Amazon, neste último natal a venda de livros digitais superou, pela primeira vez, a dos exemplares impressos. Alias, no mesmo relatório, foi declarado que o Kindle passou a ser o presente mais popular da história da Amazon.
Seja pela queda dos preços nos leitores, grande espaço de armazenamento, melhora da bateria ou pelo sistema proprietário Wi-fi de venda, a verdade é que este parece ser um setor de grande futuro. Pode até não ter espaço para todas as empresas ingressantes, mas é fato que podemos estar diante de uma mudança de comportamento.
A pergunta é sempre a mesma: os leitores de e-books podem tornar obsoletos os livros impressos? Por mais que a pessoas gostem das novidades tecnológicas, a grande maioria dos comentários que encontro na internet é sempre declarando amor eterno ao papel. Flávia Denise de Magalhães, do blog Livro Livre, fez até a interessante postagem “10 razões porque prefiro ler no papel”.
Eu concordo com ela. Afinal, somos de uma geração que o papel foi fundamental para o ensino, cultura e diversão. Desde a infância: com os gibis da Turma da Mônica, os álbuns de figurinha do Ping-Pong, os livros da série Vaga-lume, livros de colorir, etc. Pesquisar na enciclopédia Barsa ou ir à biblioteca para fazer um trabalho da escola era a única forma disponível. Comprar um jornal na banca era a melhor forma de se estar “atualizado” e não apenas informado. Porém os tempos são outros.
Sucessos de vendas, como o da série Harry Potter, ou o ressurgimento de muitas franquias de quadrinhos (graças aos sucessos hollywoodianos) não são exemplos suficientes para que acreditemos que o futuro do meio impresso permaneça no interesse das novas gerações. A tecnologia ganhou campo como nunca antes. Agora, presente para criança de sete anos é um celular, o mouse serve perfeitamente como novos pincéis em programas infantis de colorir e, quem diria, a única coisa a se colecionar agora são pokemons nos portáteis da Nintendo.
Para uma geração que está acostumada com tudo isso, o uso dos leitores de e-books é mais do que natural. Logo, a substituição poderia sim ser possível. Conforme a própria Flávia indicou no texto acima, para os leitores que tiverem saudade do cheiro de livro novo existe até lata de aerossol para este propósito. Alias, eu quero um!
A partir da idéia que os novos leitores não se incomodariam com o uso deste gadget, a queda do preço dos livros, diminuição de desmatamento e gasto com transporte, tudo isso poderia gerar um cenário até melhor.
O mais importante de tudo é: acima de comodidades e sentimentos nostálgicos, que a cultura seja disseminada. Com mais intensidade. Fomentando a imaginação das pessoas. Discutindo novas metodologias. Sem obrigações, apenas pelo prazer na leitura.
Aviso aos leitores: Estou passando um tempo longe do blog pois estou em um período de reflexão e leitura. Falar sempre não dá certo. Ouvir o que os outros têm a falar também é importante. Mas podem deixar que não abandonarei o blog. Até o próximo post!
© Imagem 1: Richard Manoser
2 de janeiro de 2010
A batalha do Android contra seus concorrentes
Postado por
Kleber Anderson
08:50

Gostaria de usar este artigo como comentário ao podcast de Bia Kunze, Garota Sem Fio, sobre o sistema Android. Você pode baixar o programa através deste link. Neste episódio, ela fez uma analise sobre vários aparelhos de smartphone que chegaram ao mercado nacional que rodam o Sistema Operacional do Google.
Um dos pontos levantados na análise chamou-me a atenção. Uma característica marcante nas aplicações disponíveis no Android é o forte uso da computação em nuvens. A filosofia de armazenar todas as ferramentas e dados do usuário na internet, e não na máquina cliente, é defendida com toda força pela empresa desenvolvedora. Se por um lado esta tática traga uma teórica maior liberdade e segurança dos dados (já que estes podem ser acessados de qualquer equipamento com acesso a internet, mesmo com a perda do aparelho), por outro lado implica em alguns dos problemas mostrados: exigência de assinatura de um bom plano de dados para o smartphone, constância e qualidade na conexão de internet, etc.
Em momentos cuja conexão com a internet não é possível, a nuvem se torna o problema. Como acessar aquele e-mail importante com as decisões da empresa? Nestes casos a prévia sincronização dos dados para algum dispositivo físico torna-se fundamental. Este é o ponto de maior reclamação de Danilo Brizola, do site PDAMagazine, no mesmo programa. Diferentemente do comentado no podcast, acredito que esta não é uma questão de falta de atenção do Google com os usuários. É uma questão de estratégia de mercado.
Analisando os andamentos da empresa em outras áreas, isso fica bem claro. Vejamos, por exemplo, o Chrome OS: sistema operacional do Google desenvolvido, inicialmente, para netbooks. Ao iniciar o computador exibe-se apenas um navegador. Todos os recursos a serem acessados dependem da internet (não vou entrar aqui na discussão do recurso do Google Gear). Qual é a estratégia por trás disso? Atingir a rival Microsoft em três áreas:
- Colocar um Sistema Operacional para concorrer com o Windows.
- Com o carregamento automático do navegador Chrome não sobra espaço para o Internet Explorer.
- Aplicativos que precisam ser instalados, como o Microsoft Office, seriam excluídos.
Jogada de mestre? Eu acredito que sim. Para uma empresa que poderia se considerar segura em sua posição como maior provedor de busca da internet, a ampliação de sua atuação está se mostrando muito bem sucedida. Claro que uma estratégia tão agressiva como esta vai dar início a vários processos no quesito monopólio. Seus advogados terão que estar muito bem preparados!
Claro que o sistema Android não possui as mesmas características e utilidades do Chrome OS. Porém, por lógica, a desenvolvedora tem que manter estratégias parecidas para todos seus produtos. Se ela realmente acredita no futuro da computação em nuvem, ela deve expandir este recurso para todos seus produtos. Em um segundo passo, fazer com que os usuários acreditem que esta estratégia é o futuro e que seus concorrentes estão errados.
Aproveito para falar também sobre a Apple. Tenho visto que o Android possui características que exploram pontos falhos da concorrente. Focarei apenas em um lado: os dos desenvolvedores. Primeiramente, a API do Iphone só funciona em computadores com a marca da maça. Já a API do Android roda em qualquer computador (alias, com uma boa integração com a popular IDE Eclipe). Em outro quesito, muitos programadores têm reclamado do excesso de burocracia na App Store. Programas sendo barrados e retirados sem um código de conduta tão transparente como se esperava. Não tenho muito conhecimento da Android Market. Sei que a quantidade de aplicativo está aumentando bastante. Porém, diferente da Apple, não lembro de ter lido reclamações neste quesito.
Talvez esteja se perguntando: os programadores de aplicativos são tão importantes assim para o sucesso do projeto? Com certeza! O que realmente importa nas lojas online para aplicativos móveis não é a quantidade total de aplicações, mas a qualidade e variedade. Segundo NPD Group, 16% dos programas na App Store são jogos. Além do que, dos dois bilhões de aplicações baixadas, 65% são jogos. Se os desenvolvedores começarem a perder o interesse pela plataforma teremos inicio a uma diminuição nos serviços variados (nem só de game vive um usuário de smartphone). Isto seria péssimo para a Apple. Alias, este resultado será visto primeiramente em outro concorrente: o BlackBerry.
O número de programadores para esta plataforma só está diminuindo. A complexidade no sistema está espantando eles. Peter Sisson, CEO of Toktumi, deu um exemplo neste ótimo artigo da Wired: Ele colocou um anuncio na Craigslist (Classificados) procurando por desenvolvedores para plataforma BlackBerry e iPhone. Após algumas horas, recebeu 100 currículos interessados na plataforma da Apple e apenas alguns responderam pela outra postagem. Ele ainda comenta: “A menos que a RIM faça grandes mudanças em sua plataforma... o BlackBerry nunca terá a quantidade e qualidade dos aplicativos que o iPhone e Android terão”.
Como podem ver, o Google está muito bem preparado para brigar com seus concorrentes. Segundo pesquisa recente da Gartner, ele será o vencedor desta disputa (pelo menos no campo da telefonia móvel). Tudo graças as estratégias. O usuário final já não é prioridade para a empresa. Alias, como comentei recentemente com o Anderson Lopes no Twitter: a empresa já abandonou a filosofia “don’t be evil” faz muito tempo.
11 de dezembro de 2009
O 3D está chegando e será para ficar!
Postado por
Kleber Anderson
09:07

No final do ano passado, eu fiz um artigo comentando o que eu acreditava ser o futuro do desktop. Neste texto eu comentei sobre a possibilidade de um ambiente tridimensional para navegação (assim como em um jogo virtual). Chega de interface plana. Seria algo mais vivo e, possivelmente, intuitivo. Não foi um “momento Mãe Dináh” nem muito menos uma analise ultra fundamentada como o de Jean-Paul Jacob, eu apenas fiz algumas observações pertinentes de alguns itens.
Um dia desses vejo a seguinte notícia: Em 2014, haverá 40 milhões de telas 3D no mercado. O desenvolvimento desta tecnologia já está bem avançado (bem mais do que imaginava). Como bem comentado na notícia, filmes e jogos já estão sendo produzidos focados na aplicação deste tipo de projeção. Como a aceitação deste tipo de tecnologia parece ser natural, o crescimento no setor pode ser bem significante.
Alguns estão muito otimistas, como é o caso de Yannis Mallat, chefe da Ubisoft Montreal. Ele disse para o Financial Post: “3D é para as imagens o que o Dolby Stereo foi para o som... ninguém quer voltar para o mono”. Se isso realmente se concretizar como uma mudança de paradigma de mercado, teremos reflexo na área da informática.
Com a adoção do formato nos monitores de computadores e notebooks, seria simplesmente ridículo ter uma área de trabalho com representação em duas dimensões apenas. Seria como ir em um jardim zoológico e ficar vendo os animais através de retratos. O usuário vai querer ter uma melhor sensação de imersão. Isso vem confirmar minha postagem passada.
Claro que seria bem mais interessante se fosse implementado o sistema de holografia... Não! Não estou falando sobre aquele efeito “Chapolin” do Fantástico. Uma holografia real. De preferência, como aquele protótipo japonês de holografia tocável.
Independente da forma de implementação, a adoção da técnica 3D nas aplicações comuns de entretenimento parece que realmente chegou para ficar. Com isso o setor de tecnologia vai aquecer. Novos equipamentos deverão ser produzidos para suprir a demanda. Novas experiências de interação. O futuro pode não ter carros voadores mas... quem liga pra isso?
10 de dezembro de 2009
Voltamos à nossa programação normal
Postado por
Kleber Anderson
17:25

Depois de praticamente um mês sem atualizar o blog, aqui estou novamente. Não adianta: as aulas na reta final do ano são muito cansativas e estressantes. O cérebro responde com um lag inacreditável. Portanto, resolvi dar uma pausa com as postagens.
Agora, de forma devagar, pretendo voltar com os textos. A minha mente já está começando a raciocinar mais racionalmente. Em breve voltarei ao estado normal.
Para maiores informações sobre atualizações, assine o feed do blog.
12 de novembro de 2009
PhoneBook = iPhone + livro
Postado por
Kleber Anderson
05:38

Eu sempre gostei de assistir vídeos conceituais no Youtube. Eu já postei alguns deles aqui no blog. Celulares, computadores, TVs e toda espécie de equipamento tecnológico (ou não) com um novo design: diferente, criativo e, em alguns casos, mais eficiente. O bom de ser apenas um conceito é que você pode soltar a imaginação, sem preocupação de respeitar algumas regras fundamentais de produção.
O vídeo abaixo eu vi recentemente no blog do Tiago Dória. Trata de um protótipo chamado PhoneBook. Trata-se exatamente de um teste de como seria uma junção de um iPhone com um livro. Achei no mínimo interessante. Veja:
Eu gostei do começo do vídeo pois prometia uma certa interação entre o livro e o iPhone (quando o nariz de um dos personagens se mexia na tela do smartphone) porém no restante do clip não existe mais. O livro passa ser apenas uma página vazada. Não haveria a menor necessidade do livro. Não adianta! Os saudosistas que gostam de contato com a folha dos livros não se saciarão com este gadget.
PS: Impressão minha ou realmente o pai se empolgou mais com o PhoneBook do que o filho? risos
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