
Conquistar um emprego desejado não é uma tarefa fácil. As estatísticas sobre o desemprego estão sempre ganhando espaço nos jornais para provar esta tese. O que para alguns pode ser visto como fator desanimador, para outros (otimistas, claro) acaba sendo um alerta para buscar novas táticas. Em um ambiente de competição, vence aquele que acaba sendo mais determinado, esforçado e criativo. A internet, por ser um canal livre e democrático, tem ajudado muitas pessoas a atingir este objetivo.
MySpace, Youtube, Blogs e tantos outros serviços oferecem um belo espaço para a divulgação. Seja um cantor de MPB do interior da Bahia ou o construtor de moinho de ventos no interior da África, todos têm seu espaço. Basta criatividade e qualidade.
Porém existem pessoas que não se interessam por nada disso. Acreditam que a melhor maneira de conseguir o desejado emprego é com a brasileiríssima “mãozinha”: o famoso QI – Quem Indica (sim, este é o assunto do texto). Seja parente, amigo, vizinho ou o sujeito que está te devendo um dinheiro, este pode ser um elemento fundamental para superar a fase do RH. Ter um conhecido com bigode... quero dizer, na política, por exemplo, é muito mais efetivo do que um “teste de sofá”.
Partindo disso, eis um caso que consegue mesclar os pontos de vista: conseguir o emprego desejado de uma forma diferente (no mínimo) e com o poder do QI. Quando vi sobre esse site no programa The Cobert Report, eu pensei que fosse brincadeira. Mas é verdade.
O site em questão é o Hollywood Is Calling. A idéia é simples: mediante pagamento de 20 dólares, você pode pedir para que uma “celebridade” do cinema, música ou esporte telefone ou grave um vídeo para você. Seja de aniversário, dia das mães, dia dos namorados (seja lá como isso possa ser interessante...), motivacional e, até existe casos, de uma indicação a um cargo (aqui o valor sobe para 300 dólares). Sim! Nada de currículo. Apresente um vídeo do Youtube com um “famoso” te aprovando.
Perceba que eu coloquei as duas palavras entre aspas. Na página principal, existe a lista das personalidades disponíveis. Nomes com Lou Ferrigno (que fez a antiga série Hulk), Rick Searfoss (astronauta), Lorenzo Lamas (vários filmes sessão da tarde) e tantos outros que você provavelmente não se lembra estão à disposição.
Eu sinceramente fiquei curioso para saber da reação do entrevistador ao receber um vídeo assim. Se pelo menos fosse um vídeo cômico, com direito a um “esse eu agaratiô!”. Mas não. Vídeos sérios. Isso é muito baixo nível.
Alias, o próprio Stephen Colbert fez um vídeo de indicação para ridicularizar o fato. Ficou ótimo. Você pode assistir aqui. (em inglês)
3 de novembro de 2009
O QI dos famosos
Postado por
Kleber Anderson
09:36
22 de outubro de 2009
Bill Gates: Um homem de família
Postado por
Kleber Anderson
15:34

Quem me acompanha no Twitter sabe o quanto eu gosto do seriado Family Guy (Uma Família da Pesada). Aparentemente o pessoal que trabalha no FX tem a mesma opinião (e eu que achava que o SBT exagerava com o Chaves), afinal, são uns seis episódios diários espalhados durante toda programação do canal. Uma maratona com Peter Griffin e sua família é a minha sessão de spa.
Se o humor nacional está invadido pelo “politicamente correto”, o modelo americano parece não conhecer isso. O limite entre o engraçado e o ofensivo não é claro, varia de pessoa para pessoa, sendo assim, a série gosta de arriscar e provocar. Aliado a um ambiente de trabalho sem censura, o seriado faz piada sobre o próprio canal de televisão (FOX) e, por que não, com o próprio país (nesta cena abaixo, Peter Griffin, desesperado para ir ao banheiro, não encontrou papel higiênico).
Mas a razão desta postagem é outra. Recentemente saiu a notícia de que a Microsoft financiou a produção de um episódio especial de Family Guy para apresentar ao mundo seu novo produto: o Windows 7. Com o nome de Family Guy Presents: Seth & Alex’s Almost Live Comedy Show, que irá ao ar no dia 08 de novembro, espera-se que o programa mostre algumas das novas utilidades disponíveis em seu novo Sistema Operacional. A notícia foi recebida por mim com surpresa e expectativa. Afinal, será que eles farão piada com a própria Microsoft? Bom, esta foi a primeira impressão. Pelo menos, até ver o vídeo promocional disponibilizado no Youtube:
Tirando o fato da dublagem do cachorro Brian estar fraca (quem já viu a cena original percebe a diferença), ficou claro que os personagens foram colocados em uma situação totalmente fora do natural. Não sei se é só uma impressão minha, mas a personalidade do Brian é mais compatível a de um usuário Linux. Essas frases em sua boca apenas o descaracterizam, não gera reconhecimento por parte do público.
A opinião não é só minha. Se você for olhar nos comentários do Twitter e no próprio Youtube você consegue sentir isso. A imagem da Microsoft não é das melhores para o grande público, e colocar uma personalidade, seja esta qual for, em uma situação nada natural não vai ajudá-los.
Eu digo tudo isso pois não é a primeira vez que a Microsoft comete o mesmo erro. Recentemente a empresa fez um investimento milionário em uma campanha publicitária com o humorista Jerry Seinfeld (que ficou mundialmente conhecido pelo seriado Seinfeld). Os vídeos divulgados não agradaram ao público. O Computer World chegou a divulgar a crítica: “um dos piores e mais fracos comerciais da história”. Tudo por quê? Não tinha nada relacionado com as obras do humorista.
Não adianta! A Microsoft vendendo uma imagem que não reflete o que ela realmente é vai gerar resultados tão ruins quando sua outra campanha: Internet Explorer 8 (com uma cena escatológica que mais parece um episódio de South Park). Resultado: vídeo tirado do ar.
Claro que não posso dizer que a campanha do próximo mês será um fracasso. A única informação disponível até agora foi este vídeo promocional. A questão é que este já mostrou falhas que, se repetirem durante todo o programa, serão cruciais para colocar mais um exemplar mal sucedido no currículo da empresa de Bill Gates.
Como fã de Family Guy, eu ainda confio que Seth MacFarlane (criador e dublador da série) não irá me decepcionar. Se a essência da série for mantida, poderemos ter um ótimo programa. Pela descrição que dei acima, o que gostaria de ver no especial? Piadas sobre a própria Microsoft! Sim, tem como satirizar a empresa e, ao mesmo tempo, fazer propaganda dela! Não é comum, mas é possível.
Brincar com o fracasso do Windows Vista e com o inconveniente Clipe de ajuda do Microsoft Word, seriam naturais para Family Guy. E não atrapalharia de forma alguma a proposta da Microsoft. Mostraria apenas que eles corrigiram seus erros do passado. O Zune, tocador de MP3 concorrente do iPod, que já foi bastante ridicularizado no passado. Agora, em sua última versão, está recebendo vários elogios. Logo, qual o problema de se brincar com o passado? Family Guy já fez isso:
Aos moldes do estilo de humor Roast, esta campanha teria tudo para ser um sucesso. Nada como saber rir de si próprio. Seria a uma boa estratégia da Microsoft para diminuir a sua imagem de “evil”. Tudo dependerá da execução. Eu estou ansioso pelo resultado. E você?
8 de outubro de 2009
É um, papapá! É um, papapá!
Postado por
Kleber Anderson
00:41

Você está em uma roda de amigos, todos conversando ao mesmo tempo. Sem dar uma de Kanye West, como atrair a atenção deles para você? Falando alto? Sim, funciona também. Mas falar bem baixinho é mais interessante (e menos invasivo). Cochichar ao pé do ouvido gera a curiosidade. Seja em grande ou baixa escala, este sentimento é excitado. Alguns exageram. São neuróticos e sempre acham que o assunto é sobre eles. Outros se sentem fora da “rodinha da informação”. Não se importam: eles têm descobrir o assunto (principalmente se o assunto principal for o próprio).
Na internet, não poderia ser diferente. A curiosidade ganha novas proporções. Primeiramente porque o ambiente passa a idéia de que ninguém está te vigiando (Sim! Passa a impressão... o Sr. Google vê tudo!). Segundo, pela mudança de mentalidade dos novos internautas. A nova pratica não é se esconder por trás de apelidos e avatares, como era comum a alguns anos atrás, mas mostrar quem você realmente é (seja com assuntos externos ou pessoais). Algumas pessoas vão até muito longe com os dados íntimos. Diante esta exposição 2.0, os curiosos fazem a festa.
Atualmente, o Orkut e o Twitter podem ser encarados como verdadeiros Big Brothers online. Sem censura. Sem armação. Vinte e quatro horas por dia com toda a desinformação a quem possa interessar.
A nova onda agora é o Google Wave. O novo projeto que pretende juntar e-mail e redes sociais em um único ambiente. O período de testes começou a pouco tempo. Estão liberadas contas apenas via convite (sendo estes ainda bem escassos). O quadro que temos atualmente é: as pessoas não querem saber que o projeto está recebendo algumas críticas negativas ou que Robert Scoble definiu a ferramenta como improdutiva (tem tudo a ver com meu artigo anterior). Não importa! Por ser um serviço exclusivo, todos fazem questão de testar!
Ou melhor, não é simplesmente testar: o que as pessoas querem é fazer parte. Em uma mídia em que quase tudo é livre, colocar uma limitação para poucos “felizardos” remete a ilustração da rodinha de conversa. No final das contas, o que realmente importa é mostrar a língua e cantarolar: “eu tenho! Você não tem”.
Esta jogada do Google não é original. No lançamento do Gmail, foi utilizada a mesma estratégia. O fato da criação de um serviço de e-mail com um espaço de armazenamento muito maior do que os principais concorrentes da época era apenas um detalhe. Conheci muita gente só faltava fazer um crachá para celebrar a conquista de uma conta.
Alias, o pior não foi isso. Muitos usuários vendiam seus convites em sites como o Ebay. Com preços que ultrapassavam o bom senso. Fato este que se repete. No exato momento que escrevo este texto, vários usuários estão comercializando seus convites do Google Wave no mesmo site. Com preços que chegam a $35,00 (na semana passada, os valores atingiram na casa dos três dígitos). Você consegue alguma explicação para isso que não seja o fator curiosidade? Eu não.
Claro que não estou aqui para dizer que toda curiosidade é maléfica. O ser humano evoluiu na ciência, filosofia e tecnologia graças às mentes inquietas de grandes pensadores. Sou grato a estes homens. Mas existe uma diferença entre usar este “fator de inspiração” para casos produtivos e, do outro lado, ir de encontro a uma caixa gritando: É um, papapá! É um, papapá! É um, papapá!
4 de outubro de 2009
Multitarefa para cérebro mono-core
Postado por
Kleber Anderson
10:51
Recentemente, estava lendo o texto Como administrar seu tempo para blogar melhor, do Marcos Lemos. O artigo fala sobre a necessidade de separar um tempo exclusivo para cada atividade de seu interesse, tentando se livrar de todo o tipo de distração. Isso tende a gerar melhor qualidade de absorção de informação, gerenciamento de idéias e, conseqüentemente, melhores postagens. O controle do tempo, segundo ele, deve se expandir para todas as áreas, não apenas para o blog.
O engraçado é que, após começar a ler o seu texto, passei a perceber a quantidade de fontes de distração que estavam diante de mim: Twhirl, Justin.tv, MSN, WMP e mais umas três janelas que não estavam mais sendo utilizadas. Realmente, em alguns momentos tantas fontes acabam mais por atrapalhar do que ajudar.
A questão é que o ambiente do computador, em especial o da Internet, tende a fazer com que o usuário tenha atitude multitarefa. A própria criação das abas nos navegadores, foi totalmente influenciado por este cenário. Porém o nosso processador humano ainda tem um núcleo só. Por mais que consigamos ler um texto e ouvir música ao mesmo tempo, não é possível tirar 100% do proveito das duas atividades.
Na faculdade eu estudo uma matéria chamada hipermídia. Esta é uma tendência mundial na área da tecnologia, principalmente na internet. De uma forma simples, trata-se da junção de vários tipos de mídias em uma única interface. Por exemplo: imagine uma página de um site de notícias com um texto sobre o lançamento de um novo carro da Ford. Juntamente com o texto, existe um mini slide-show com fotos, uma pequena janela com vídeos demonstrativos, uma opção de avaliação em formato de podcast e, por fim, uma enquete ao leitor. Tudo isso em uma única página. Esta é a idéia por trás da hipermídia. Varias formas de informação são enviadas ao leitor. Sem uma ordem pré-determinada de visualização. Cabe ao leitor fazer sua escola.
Do ponto de vista de riqueza dos dados, a idéia é ótima. Afinal, o que importa, teoricamente, é a informação. Porém, esta compilação de diferentes formas de se navegar pode ser prejudicial do ponto de vista da usabilidade e produtividade.
Karine Drumond, em seu texto Produtividade, nós usuários e as ferramentas, diz: “Acredito que seja papel nosso, os que trabalham com tecnologia, de alguma forma, encontrar meios de equilibrar e conciliar estas questões: O que significa, mesmo, suportar multitarefa? Será que significa oferecer o máximo de opções para o usuário? Será que dessa forma estamos mesmo contribuindo para a produtividade, engajamento, satisfação ou estamos contribuindo para o cansaço, o stress, fadiga e esta insistente ansiedade dos nossos dias, que não parece acabar nunca?”
Esta é uma preocupação que tenho tido recentemente. Já que não tenho condições de separar um tempo adequado para todas as leituras que me interesso, tenho procurado ler, analisar e catalogar com mais atenção e cuidado os textos que consigo ler. Isso tem me ajudado bastante. A leitura de tantos artigos e em tão pouco tempo não estava dando um resultado positivo. No final do processo, por mais informações que meus sentidos captassem, eu não lembrava muita coisa.
Com respaldo cientifico, cito o quadro do Fantástico: Neuro Lógica, da neurocientista Suzana Herculano-Houzel (você pode assistir um episódio no próprio blog da Suzana). Um dos segredos para se melhorar a eficiência da memória é fazer as atividades diárias com atenção. Para meu pai, esquecer onde colocou as chaves é normal. Fazer as atividades com o piloto automático ligado é o responsável por este resultado.
O mesmo resultado vale para o tempo reservado para a leitura na internet. O auto-controle exige treino e dedicação. Mas vale a pena. Pelo menos até inventarem uma forma de absorver conhecimento inconscientemente...
25 de setembro de 2009
Trocando livros
Postado por
Kleber Anderson
19:48

Gostaria de fazer um jabá espontâneo sobre um site bem interessante: o Trocando Livros. O “spoiler” no nome do projeto já diz tudo. Você entra no site, faz o cadastro e registra os livros que você queira compartilhar. Se alguém se interessar por algum exemplar seu, você envia pelo correio o livro ao destinatário. Com isso, você ganha um vale-livro. Com ele, você pode solicitar um livro disponível no site. É só escolher e esperar receber. Seu único gasto é em enviar o livro ao interessado (o custo é de R$ 4,90), nada mais.
Nesta semana eu realizei minha primeira transferência completa. Já está em minhas mãos o belo livro: O Livreiro de Cabul. Chegou bem rápido.
Quando mais pessoas apoiarem esta idéia, teremos uma maior variedade de opções. Faça uma vista e conheça! Trocando Livros.
19 de setembro de 2009
Oi TV: não é uma SKY...
Postado por
Kleber Anderson
06:58
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Nesta última sexta-feira, foi instalado em minha casa o novo serviço de TV por assinatura da Empresa Oi. Por uma falta de opiniões sobre o produto na internet (já que o serviço é relativamente novo), resolvi fazer este pequeno guia. Vale ressaltar que não possuo nenhuma ligação com a empresa citada. Este texto é de caráter informativo ao público geral. Serei totalmente imparcial sobre o assunto.
Dividirei a análise nos seguintes itens:
- Pacotes
- Canais
- Instalação
- Interface
- Controle remoto
- Imagem
- Som
- Interatividade
- Opinião final
1) Pacotes: O que chama atenção neste plano da Oi TV é o preço. Diferentemente das capitais, aqui no interior de Minas Gerais não existem muitas opções neste quesito. Sem concorrência, os preços acabam sendo bem elevados. No caso da Oi TV, o pacote básico está custando R$ 29,90. Um valor bem abaixo dos seus concorrentes. O pacote mais barato de SKY utiliza o sistema de SKY Pré-Pago. Além de ter que adquirir o equipamento (que no presente momento está custando R$ 240,00), a carga mínima custa R$ 32,90 (permitindo assistir por apenas 15 dias. A opção por 30 dias fica quase o dobro do preço da Oi TV). Outra opção que cheguei a pesquisar foi a da Embratel. O pacote mínimo também está bem acima: R$ 69,90.
2) Canais: Para quem está interessado em uma alternativa aos canais abertos, a Oi TV é uma boa oportunidade (lista de canais disponíveis). Além dos canais do pacote básico, pode-se escolher por mais opções nos outros pacotes combos. Canais de qualidade como Discovery e FX acabam sendo um diferencial do pacote básico no serviço da Oi, comparado com o das outras fornecedoras. Um ponto negativo é a falta de um bom canal de notícias (nunca fui com a cara da Record News).
Mas se você gosta dos canais da TV aberta, existe uma real possibilidade de arrependimento. Dos principais, existe apenas Rede TV, Record e TV Cultura. Este não seria um fator que eu normalmente destacaria. Mas quando descobri que a ESPN Brasil não transmite o Campeonato Brasileiro, fiquei sem nenhuma opção para assistir jogos nacionais de futebol. Se tivesse pelo menos a Bandeirantes...
3) Instalação: Aqui em casa já tivemos várias decepções quando o assunto é demora no processo de instalação (principalmente com a Velox). No caso da Oi TV foi uma grata surpresa. Eles prometeram instalação em 03 dias e o fizeram.
4) Interface: Este é um ponto com alguns acertos e outros erros. Não é tão bonita visualmente (o da DirecTV era muito melhor). Existem algumas imagens que poderiam ser desenhadas com mais capricho... mas o importante é a usabilidade. Para os novatos, eu acredito que os recursos básicos chegam a ser, de certa forma, suficientemente intuitivo. Informações sobre o programa atual e grade de programação são fáceis de serem acessadas e compreendidas. Já alguns recursos mais avançados são bem chatos. A explicação no manual para criar lista de canais favoritos não é simples e me tomou bastante tempo (principalmente por causa do controle remoto).
Outra coisa chata é no guia de programação: certos dias, existe uma lentidão no carregamento nas informações dos horários dos canais. Isso gera um atraso entre o ato de pressionar o botão e a atualização na tela. Isso tem me incomodado bastante!
5) Controle remoto: Esse é um dos itens mais fracos no serviço da Oi TV. Controle remoto universal, com seus vários botões, tem que ser muito bem planejado senão vira um caos. É necessário uma separação lógica entre funções de outros aparelhos e da TV por assinatura. Isso não acontece. O que gera uma confusão na hora de procurar certas funções.
E não para aqui: ausência da saliência no botão de número 5 (para servir de referência), botões de escolha de legenda e áudio distantes um do outro (na verdade, um está no topo e o outro na parte inferior do controle!) e até botões que não possuem nenhuma funcionalidade atrapalham não só o design como a funcionalidade do produto. Ainda existe um sistema de botões coloridos que, teoricamente, serviria para ajudar na navegação dos menus. Eu achei muito mais confuso, isso sim.
6) Imagem: Antes de tudo, vale uma dica importantíssima (que infelizmente descobrimos na prática): Se você acha que terá uma ótima imagem ao ligar o sistema à uma TV de LCD, desista! A imagem fica bem ruim (alguns canais lembram realmente o Youtube). Sendo assim, fiz um teste com uma TV de CRT comum. A imagem ficou bem melhor mas, infelizmente, não está excelente.
Não consegui obter uma real explicação sobre o motivo. Acredito que o problema seja pelo sistema adotado: IPTV (uma tecnologia de transmissão de TV pela internet). Para uma transmissão deste tipo, existe uma necessidade de uma conexão de pelo menos 4 Mbps (segundo este tópico do Wikipedia, para transmissão de material em alta definição, seriam necessários 15 Mbps). Por isso que acredito que a conexão disponível pela Oi TV não seja tão alta assim.
7) Som: Esta é uma área que não tenho muita intimidade. Não seria prudente de minha parte fazer qualquer julgamento técnico. Mas existem dois itens que gostaria de comentar: mesmo existindo opções no controle remoto para escolha de idioma para áudio e legenda, eu não consegui encontrar nenhum canal com a real implementação do recurso. Isso é horrível. Eu tenho o direito de escolher se quero ver uma série dublada ou legendada! Outra pequena crítica: é comum nos serviços de TV por assinatura incluírem canais de áudio. A Oi TV não possui nenhum. Nem canal exclusivo, nem rádio. Uma grande mancada do serviço.
8) Interatividade: por ser um serviço de IPTV, você pode pensar que possa existir alguma espécie de interatividade com algum serviço da internet, mas não existe nada. Nem um simples sistema de serviço meteorológico. O único serviço interativo existente é a guia de programação mesmo.
9) Opinião final: Se você não tem ou não quer gastar muito dinheiro em um serviço de TV por assinatura, a Oi TV oferece uma boa alternativa. Existem bons canais até no pacote básico (falta oferta de alguns gêneros mais específicos como noticiário e esportivo). Para fugir da TV aberta, eu acho que vale a pena. Existem vários problemas que mereceriam reformulações (controle remoto, diminuição dos lags, opções de legenda e melhoria na qualidade da imagem), mas a maior parte dos problemas podem ser solucionados com o tempo. E espero que os sejam!
Espero que eu possa ter ajudado a esclarecer alguns dúvidas sobre o serviço. Tendo outro questionamento, entre em contato comigo pela seção de comentários ou via e-mail.
8 de setembro de 2009
Crítico que não critica cria titica
Postado por
Kleber Anderson
12:33
Se existe uma coisa que eu nunca gostei nos DVD são os comentários dos críticos. Ter que analisar o filme em apenas uma frase é algo bem complicado (nem todos os filmes são fáceis de serem avacalhados quanto As Duas Faces da Lei). Nem no Twitter o espaço de comentário é tão pequeno assim. Mas se isso já não fosse o suficiente, a seleção para a escolha dos comentários é pra lá de duvidosa. Claro, nenhum distribuidor com bom senso permitiria uma crítica ruim estampada na capa de seu filme, porém existem limites. Algumas apresentações são dignas de Fausto Silva.
Lembro muito bem da primeira vez que me decepcionei com um filme graças a uma destas analises. Era o futurista Equilibrium. A capa estampava o humilde dizer: “Esqueça Matrix”. Como fã da obra dos irmãos Wachowski, eu pensei: “Uau! Ou este vai ser O Filme, ou vai ser uma baita decepção”. Infelizmente, Murphy não brinca em serviço. Tal qual Neo tentando pular entre os prédios, o filme despenca em sua própria arrogância. Não precisei nem chegar à cena final (espadachim com armas não dá!) para me decepcionar. Não que o filme seja um lixo. Pode até ser válido com entretenimento descompromissado. Mas depois de uma frase dessas, não tinha como não assistir comparando os dois filmes.
Os críticos tiveram a mesma opinião (veja as notas aqui). A média do filme foi muito baixa. Com exceção de pouquíssimos analistas, como por exemplo: Roger Ebert (guardem este nome), do Chicago Sun-Times, que deu a maior nota.
Deste dia em diante, meus olhos foram programados para evitar contato com certas partes da capa (assim como faço com o Adsense). Tudo para evitar outra decepção. Mas, de vez em quando, o olho desobedece (não é Obama?) .
Semana passada eu peguei o DVD do filme Presságio, do diretor Alex Proyas, para assistir. A capa é super bem produzida (nada original mas está em bom nível para um filme do gênero). Só a foto do Nicolas Cage já é dica de se tratar de um blockbuster. Não precisava colocar no rodapé a seguinte crítica: “Um dos melhores filmes que já vi”. Elevar as expectativa nas alturas é um grande perigo. Quanto maior a pretensão, maior o tombo.
Não posso dizer que o filme é ruim. Existem algumas boas cenas (a do avião ficou sensacional. Um belo trabalho de colocar o telespectador na cena), bons efeitos especiais, um roteiro que cria uma expectativa (mesmo que este possa ser decepcionante ao final para alguns) e atuações questionáveis. No geral, como entretenimento, deu pra curtir. Nada original nem genial. Apenas um boa diversão hollywoodiana.
Porém fiquei com aquela frase na cabeça. Mesmo não tendo nenhuma formação acadêmica na área, ficou claro pra mim os vários erros do filme. Não colocaria esta frase em minha avaliação. Fui procurar saber informações sobre o autor da frase. Adivinhem de quem é? Sim, Roger Ebert! O mesmo que tinha adorado Equilibrium. Estranho não?
Aproveitei para visitar um dos sites que constam a analise de vários críticos sobre o filme. Ele foi o único a dar nota máxima! Comparando a média dada por seus companheiros, sua nota está tão fora de si quanto Vanussa cantando o hino nacional.
E não para por aí: ele colocou a seguinte mensagem: “Knowing (nome original do filme) está entre os melhores filmes de ficção cientifica que eu já vi”. Coitado, ele deve ter visto poucos filmes do gênero. Veja a diferença entre a maior e pior nota:
Eu não vou me prolongar analisando seu post original ou até sua resposta diante de sua surpresa após ver o filme ser tão mal recebido. Nem estou aqui para colocar o infeliz crítico como Judas. Suas notas foram bem estranhas mas, infelizmente, isso não é exclusivo dele. Analisando outros exemplares no site, cada filme possui uma avaliação totalmente fora do padrão. Em ambas posições na escala: dos mais generosos nas notas aos discípulos de Jay Sherman.
A questão é o que comentei no início. Uma coisa é anexar uma crítica. Dar valor ao filme. Outra, bem diferente, é criar uma expectativa acima do normal sobre o filme. A probabilidade de decepção é maior. Os Estados Unidos estão vivenciando isso neste exato momento. O democrata que chegou com a exagerada expectativa de acabar com a crise (e matar algumas moscas no caminho) está vendo sua imagem se desvalorizar como nunca aconteceu na história da política americana. É o “campo de distorção de realidade” do marketing perdendo a força.
Chega de propaganda super valorizada! O usuário final não pode ser enganado. Falsas promessas caem. Seria como vender uma camisinha com o slogan: “Mil e uma utilidades”.
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